11 de outubro de 2021

Governador e empresários paranaenses se reúnem com investidores em Dubai

Divulgação

Representando Ponta Grossa na Feira Mundial de Dubai, Emirados Árabes Unidos, a prefeita Elizabeth Schmidt, depois de participar do lançamento da plataforma de negócios Paraná BX Market Place, que funciona como um cardápio para investidores no Estado, juntamente com o governador Ratinho Junior, tem cumprido uma extensa agenda de discussões com possíveis parceiros comerciais.

No primeiro dia do Paraná Business Experience, que acontece paralelamente à Expo Dubai, o governador Ratinho Junior (PSD) se reuniu com investidores, redes de supermercado, fundos de investimento e representantes da família real dos Emirados Árabes Unidos. Ele explicou algumas das principais vocações e características do Estado, como a representatividade no PIB nacional (5ª maior economia), a liderança em cadeias produtivas do campo (frango, milho, peixes), o crescimento da industrialização, o potencial de geração de energia limpa e a produção com alta tecnologia.

Esse primeiro dia da rodada de negócios foi dedicado ao mercado de madeira, papel e celulose, agronegócio e a indústria de alimentos e bebidas. Na terça-feira será a vez das áreas de wellness, tecnologia, infraestrutura e indústria automotiva.

“Estamos no centro de 70% do PIB da América do Sul. Queremos ser um polo logístico de toda a região, por isso temos dois portos públicos e teremos mais portos privados, além de uma linha férrea de 1,3 mil quilômetros num futuro próximo. O Paraná tem como vocação a produção de alimentos e o selo de maior grau de qualidade sanitária do mundo, da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), além da capacidade para vender de maneira eficiente essa produção a outros países”, disse Ratinho Jr.

O governador também convidou os investidores a conhecerem o Paraná. Uma visita deve acontecer já no ano que vem. “Queremos investimentos dos países árabes em infraestrutura, temos oportunidades nesse setor, o que é algo natural, mas também que os empresários da região invistam em plantas no Paraná, ou novos empreendimentos, parcerias. Queremos que conheçam o País, o nosso Estado, e entendam onde podem construir uma relação mais próxima com as empresas paranaenses”, acrescentou.

Na questão de alimentos, o governador citou um comércio que já existe com os países árabes com o abate halal; a industrialização do setor agrícola e pecuário para o mercado de alimentos prontos para consumo; e a variedade da produção do Estado para além das grandes cadeias tradicionais (grãos e proteína animal), com o braço florestal, a fruticultura, a erva-mate, os cafés especiais, os derivados do leite e o malte.

Em relação ao turismo, ele citou investimentos em Foz do Iguaçu, principal polo turístico do Estado, que tem um aeroporto renovado (com a maior pista do Sul) e recebe mais recursos para alavancar a sua  infraestrutura, como a Ponte da Integração Brasil-Paraguai. Também é uma cidade com uma das maiores comunidades árabes do Brasil. “É um espaço que pode receber mais hotéis, parques, resorts ou atrativos turísticos. O potencial é imenso”, afirmou Ratinho Jr.

Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, destacou que o Estado deve fechar o ano com mais de US$ 20 bilhões prospectados em investimentos privados, e que há segurança jurídica para investidores internacionais, inclusive com possibilidade de incentivos fiscais.

“São quatro grandes pilares da nossa agenda em Dubai: fomentar a geração de empregos, promover o desenvolvimento regionalizado (indústrias com grande capacidade de transformação das comunidades), aumentar a arrecadação do Estado sem alterar a carga tributária, o que ajuda a reduzir o custo logístico, e atrair negócios que tenham como meta a sustentabilidade”, ponderou. Segundo ele, outro diferencial é a formação técnica dos paranaenses, com apoio das sete universidades estaduais.

Os investidores elogiaram a escolha do Paraná em apresentar os seus potenciais em Dubai. Eles explicaram que os países da região têm contratos com os Emirados Árabes Unidos para importação conjunta, pela capacidade de abertura comercial e logística no Golfo Pérsico. Eles também ponderaram que têm flexibilidade para trabalhar com outros países, interesse em investir no Brasil e podem ajudar cidades com o exemplo do “deserto que se transformou em potência”.

Participaram do encontro integrantes de empresas ligadas à família real dos Emirados Árabes Unidos, a LuLu Group International (conglomerado multinacional que opera uma rede de hipermercados e empresas de varejo) e representantes de empresas da Jordânia, Turquia, Egito, Arábia Saudita, entre outros.

COOPERATIVAS – Um dos grandes destaques do dia foi um encontro de investidores estrangeiros com os representantes das cooperativas agroindustriais (Cocamar, Frísia, C.Vale, Agrária, Levo Foods, entre outras) que estão em Dubai. Eles falaram sobre possibilidades de aumentar a cooperação internacional. Apenas em 2020, mais de US$ 200 milhões em produtos foram negociados do Paraná para os Emirados Árabes Unidos – para os países árabes, foram mais de US$ 1 bilhão.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, participou do encontro e citou números para exemplificar esse potencial. Ele disse que o Estado produz 2,5 milhões de toneladas/ano de açúcar, 4,5 milhões de toneladas/ano de frango e uma linha premium do mercado bovino, no qual o Estado figura com um dos dez maiores produtores do País.

“O Paraná produz em larga escala e com muita tecnologia, passando agora a explorar também subgrupos dos produtos principais. Temos muito a ofertar para o mundo”, disse.

Segundo Mario Dykstra, representante da Frísia, um dos assuntos abordados foi o mercado de leite em pó e de cereais. “Eles se mostraram bastante interessados nas nossas novidades. O objetivo é justamente fazer networking e na sequência, com ajuda da Invest Paraná, gerar algum tipo de negócio concreto. O Paraná é competitivo, tem diversidade, e precisamos apresentar isso ao mundo”, afirmou.

A Unium, marca institucional das indústrias Frísia, Castrolanda e Capal, começou a produzir neste ano o MPC (Milk Protein Concentrate, proteína concentrada de leite, em inglês) no formato “em pó”. O produto de alto valor agregado é destinado a indústrias de bebidas funcionais e nutricionais; suplementos alimentares; produtos dietéticos; produtos ricos em proteína; fórmulas infantis; barras de proteína, iogurtes, queijos e até mesmo para segmentos da panificação.


Em Dubai, Paraná lança plataforma para empresas se apresentarem a investidores

Mais de 50 empresas e entidades paranaenses estão concentradas no Paraná BX Market Place, nova plataforma digital que dá visibilidade a quem busca investimentos externos. Lançado oficialmente hoje, 11, durante a missão técnico-comercial Paraná Business Experience, em Dubai, o site funciona como um “cardápio digital” em inglês que concentra informações relevantes para potenciais parceiros internacionais.

A ferramenta disponibiliza uma página personalizada para cada entidade, agregando dados como história da marca, contato, produtos, ações de ESG, vídeos e fotos de apresentação.  A plataforma foi idealizada pela Invest Paraná, autarquia responsável pela atração de investimentos no Estado e por organizar a missão em Dubai. O evento, realizado pela Paraná Metrologia e com apoio do Sebrae e do Governo do Estado, espera atrair novos negócios e clientes para o Paraná.

O governador Ratinho Junior destacou a visibilidade internacional. “É uma ferramenta pensada para grandes eventos, como a Expo Dubai, e para manter as empresas paranaenses e o Governo do Estado sempre em uma vitrine. É uma forma do investidor estrangeiro ‘ler’ o Paraná com exatidão”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o BX Market Place cria uma conexão direta entre os investidores e os paranaenses. “Todas as empresas que têm o que ofertar para o mercado externo estão nela. Em vez de as pessoas saírem do evento carregando uma sacola com catálogos que ninguém vai olhar, ela sai com o link do marketplace, tendo acesso a todas as empresas em um único local e acessando o que o Paraná tem a ofertar”, ressaltou.

Além das empresas e entidades de classe, empresas públicas e prefeituras municipais também integram a plataforma, dando visibilidade a um amplo rol de informações sobre o Estado. Bekin pontuou que, ao navegar pelo site, o usuário já acessa diretamente o catálogo da companhia de interesse. “Funciona como uma prateleira infinita”, complementou.

A ferramenta organiza as empresas e órgãos em 14 segmentos: indústria, entidades governamentais, agronegócio, setor automotivo, finanças, energia, entidades e consultorias, alimentação e bebidas, tecnologia da informação e comunicação, infraestrutura, logística, imobiliária, bem-estar, e madeira, papel e celulose.

EXEMPLO – A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) é uma das entidades presentes no aplicativo. Seu objetivo é apresentar a diversidade do parque fabril paranaense e demonstrar que o Estado é um destino adequado e seguro para investimentos no Brasil.

“Esse instrumento pode ajudar o empresário de fora a ter acesso a todos os serviços que nosso sistema presta para nossos industriais. Essa é uma iniciativa extremamente positiva, que integra indústrias, empresas e prefeituras do Paraná”, reforçou Carlos Valter, presidente da Fiep.

Ele disse que o agronegócio é um setor promissor para novas parcerias com países árabes. “O Paraná é um grande exportador de proteínas, mas ainda temos que agregar mais valor ao setor – investindo, por exemplo, em mais maquinário agrícola. Já somos clientes de vários países árabes que produzem fertilizantes, mas podemos ampliar esse relacionamento”, sugeriu Valter.

NETWORKING PERMANENTE – Apesar de nascer com o objetivo de facilitar as conexões em Dubai, a plataforma será permanente. Ao fim da missão, ela será cedida ao Sebrae/PR, que vai gerenciar a entrada de novas empresas. A ideia é que ela possa ser usada para networking paranaense em qualquer evento internacional.

Vitor Tioqueta, diretor superintendente do Sebrae/PR, disse que a principal função da ferramenta é ser um marketplace empresarial. “Ela não vende produtos, mas empresas. Após a feira, faremos a gestão dessa ferramenta para que todas as empresas do Paraná possam estar classificadas, conectadas e mostrando o que existe de melhor no Estado”, ressaltou.

Posteriormente, novas funcionalidades serão agregadas ao site pelo Sebrae/PR. Um dos projetos é traduzir as informações, que hoje estão apenas em inglês, para diversos outros idiomas, expandindo ainda mais o potencial paranaense.

“A ferramenta está sendo bastante procurada já durante o evento pelos negociantes árabes. Como é uma ferramenta muito prática, mostrando o que é a empresa e quais são seus produtos, isso facilita as negociações. Temos a expectativa de expandir as empresas paranaenses para o mundo”, acrescentou Tioqueta.

RODADAS DE NEGÓCIOS – A plataforma também funciona como um primeiro contato do público externo com as empresas e entidades presentes na missão em Dubai, e facilita o relacionamento que continua com as rodadas de negócios nesta segunda e terça-feira (11 e 12).

“Em qualquer evento internacional, seu contato começa com uma fase inicial: a fase do encontro. Nas rodadas de negócio, as pessoas que já tiveram contato com as empresas pelo marketplace vão poder de fato buscá-las para fazer negócios mais facilmente”, endossou Tioqueta.

Assim, a ferramenta se consolida como uma utilidade tanto no pré-evento, fornecendo uma apresentação prévia das empresas presentes nas negociações, como no pós-evento, fornecendo todas as informações de contato necessárias.

Nesta segunda-feira, são realizadas as rodadas de negócios dos setores de agronegócio, papel, madeira e celulose, e alimentos e bebidas. Na terça, é a vez das áreas de wellness, tecnologia, infraestrutura e indústria automotiva. (Com AEN)

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