3 de setembro de 2021

“Não há a menor possibilidade de se chegar a R$ 8,35”, diz Elizabeth sobre estudos da tarifa do transporte

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Segundo a prefeita, uma tarifa nesse patamar tornaria o sistema inviável. “Estamos buscando formas de reduzir os impactos da alta dos custos e da redução dos passageiros. Uma forma é racionalizar trajetos e horários, para que os ônibus não rodem vazios”, aponta.

A prefeita Elizabeth Schmidt (PSD), através da sua assessoria de Imprensa, divulgou hoje, 03, perguntas e respostas sobre os estudos da tarifa do transporte coletivo, que apontou para uma tarifa técnica de R$ 8,35. Confira:

Perguntas feitas à prefeita Elizabeth Schmidt sobre os estudos que avaliam o valor da tarifa do Transporte Coletivo.

1. A tarifa do transporte coletivo será mesmo elevada para R$ 8,35?
R. Não há a menor possibilidade de se chegar a esse valor. Precisamos entender que se trata de uma indicação técnica, baseada nos meses mais agudos da pandemia. O quadro hoje está bem diferente.

  1. O que motivou esse valor tão expressivo?
    R. Com a redução do número de passageiros, em quase 50% – e passando disso em alguns meses – o impacto no custo do sistema foi enorme. O retorno dos passageiros ao sistema integrado, por outro lado, leva a uma redução no custo.
  2. O número de passageiros influencia no cálculo da tarifa?
    R. Em Ponta Grossa, desde o início do atual contrato, a tarifa é calculada com base numa série de parâmetros, que vão resultar num dado chamado IPK, Índice de Passageiros por Quilômetro. Quanto mais passageiros, menor a tarifa; quanto menos passageiros, mais cara a tarifa.
  3. Há outros elementos na composição da tarifa, além do número de passageiros?
    R. Muitos. Entre eles estão os custos dos ônibus, salários dos motoristas, cobradores, funcionários e diretores da empresa que detém a concessão. Além disso, entra no cálculo o custo médio de pneus, peças de reposição, óleo diesel e vários outros.
  4. Existem formas de reduzir esses impactos?
    R. Em alguns casos sim, como a redução das chamadas gratuidades – que não são gratuitas: se um não paga a passagem, por qualquer razão, os demais usuários pagam por ele. Durante muito tempo foram criadas essas ‘gratuidades’ como ação humanitária ou política. Mas esqueceram de apontar ou calcular que isso teria forte impacto na tarifa que todos os usuários pagam. Em outros casos, como no custo de pneus e combustíveis, há uma inflação acumulada que elevou todos esses preços.
  5. Por que dizer que “não há possibilidade” de uma tarifa nesse valor?
    R. Uma tarifa nesse patamar tornaria o sistema inviável. Não haveria suporte econômico para manter o sistema de ônibus. E a própria empresa sabe disso. Então estamos buscando formas de reduzir os impactos da alta dos custos e da redução dos passageiros. Uma forma é racionalizar trajetos e horários, para que os ônibus não rodem vazios.
  6. Existe maneiras de se evitar que situações como essa se repitam?
    R. Existem. A Prefeitura já tem uma comissão trabalhando com alternativas para avaliar o melhor modelo de sistema, com vistas à licitação desse serviço, que começará no ano que vem. Queremos um sistema que seja eficiente, confiável e sustentável. E, obviamente, acessível.
  7. Qual será o valor da tarifa?
    R. Se houver reajuste, esse valor será ainda avaliado pela Prefeitura, após a análise do Conselho Municipal de Transporte.
  8. Quando haverá um reajuste?
    R. Se houver reajuste, o início de sua vigência também será avaliado, depois que o Conselho Municipal de Transportes se manifestar e que forem feitos todos os estudos necessários. (Com assessoria)

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