22 de maio de 2020

Reforço na testagem trará quadro amplo da Covid-19 no Paraná

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Houve aumento de 83% no número de óbitos. Regiões com crescimentos mais expressivos foram Noroeste, Leste e Oeste. Boletim mostra que a população economicamente ativa ainda é a mais afetada.

O Governo do Estado está ampliando testagem para a Covid-19 no Paraná. O processo iniciado nos últimos dias será reforçado ao longo das próximas semanas. A estratégia ajuda na identificação e controle do novo coronavírus e passa pela distribuição de 230 mil testes rápidos aos municípios, além do aumento da capacidade de diagnóstico por meio do RT-PCR, considerado padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A previsão da Secretaria de Estado da Saúde é realizar 200 mil testes RT-PCR nos próximos meses. Com uma maior quantidade de testes sendo feitos, a tendência é que também aumente o número de casos confirmados no Estado, já que a testagem em massa trará um panorama mais claro de quem pegou a doença, inclusive identificando casos leves.

“Cerca de 80% dos casos de Covid-19 são leves, o paciente pode estar com o vírus sem ter a sintomatologia. Quando se aplica um teste rápido ou laboratorial no período correto, confirma-se um diagnóstico que poderia passar despercebido”, explica a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Ela reforça que a grande disponibilidade de testes rápidos e dos diagnósticos laboratoriais (RT-PCR) é fundamental para que o Governo do Estado tenha uma avaliação mais fidedigna do que acontece no Paraná. “Esse planejamento incluiu a ampliação do número de insumos, da capacidade de processamento e avaliação das amostras e da logística para transporte e análise dos testes”, ressaltou.

NOTAS TÉCNICAS – Na última segunda-feira, 18, a Saúde publicou a Nota Técnica 01/2020, que define os critérios e prioridades para os testes RT-PCR, além de orientações para coleta, acondicionamento e transporte das amostras. A normativa esclarece os procedimentos para os municípios, que receberão semanalmente os kits de diagnóstico por meio das Regionais de Saúde do Estado.

De acordo com o documento técnico, a coleta para o RT-PCR deve ser feita até o sétimo dia a partir do aparecimento dos primeiros sinais ou sintomas, preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia.

Em relação aos testes rápidos, as orientações foram definidas na Nota Técnica nº 7. Esta modalidade se aplica sete dias depois do início dos sintomas e com, no mínimo, 72 horas após eles terem desaparecidos. Isso porque o teste detecta os anticorpos no organismo do indivíduo.

TESTAGEM – Os testes serão aplicados em pacientes com sintomas de síndrome gripal. Entre os pacientes sintomáticos, serão priorizados aqueles que estiverem hospitalizados, os profissionais da saúde e segurança pública ou pessoas que residam no mesmo domicílio que esses trabalhadores, pessoas com mais de 65 anos, idosos ou profissionais de instituições de longa permanência, entre outros grupos que podem ser mais expostos ao vírus. (Com AEN)


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