Prefeitura quebrada, cidade abandonada e Rangel de malas prontas para cruzeiro no Caribe

11/01/17

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Rangel inicia o seu segundo mandato na Prefeitura de Ponta Grossa com sérias dificuldades financeiras. Desde o fim da campanha eleitoral em outubro do ano passado, quando Ponta Grossa foi transformada em um grande canteiro de obras nunca antes visto, pararam os serviços e as obras

Rangel inicia o seu segundo mandato na Prefeitura de Ponta Grossa com sérias dificuldades financeiras. Desde o fim da campanha eleitoral em outubro do ano passado, quando Ponta Grossa foi transformada em um grande canteiro de obras nunca antes visto, pararam os serviços e as obras

Todo trabalhador tem direito a férias, inclusive o prefeito. Marcelo Rangel (PPS) cumpriu o disposto na Lei Orgânica do Município (LOM) e requereu à Câmara Municipal autorização para ausentar-se do país de 17 a 31 de janeiro, o que foi aprovado por unanimidade no último dia 1º. Ele fará um cruzeiro pelas águas do Oeste do Caribe a bordo do maior navio do mundo, o Harmony of the Seas. Rangel inicia o seu segundo mandato na Prefeitura de Ponta Grossa com sérias dificuldades financeiras. Fornecedores sem pagamento, telefone e internet cortados, salários atrasados, comprometendo serviços essenciais à população devido à má-gestão do mandato anterior. A cidade está abandonada. Desde o fim da campanha eleitoral em outubro do ano passado, quando Ponta Grossa foi transformada em um grande canteiro de obras nunca antes visto, pararam os serviços e as obras, situação que só se agrava com as chuvas. As ruas no centro e nos bairros parecem uma peneira de tantos buracos, crateras se abrindo no centro da cidade, os bairros completamente abandonados enfrentando problemas com enxurradas e as praças tomadas pelo mato. E Rangel só sabe fazer novas promessas e tirar selfies, deixando sem solução os graves problemas da cidade. Não houveram mudanças no secretariado, com as exceções de Roberto Pelissari na Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), e o corretor de imóveis Marco Macedo na Fundação Municipal de Esportes. Alguns secretários que não cumpriram com a sua função a contento foram apenas remanejados. A reforma administrativa prometida deverá extinguir apenas uma secretaria (Gestão de Recursos Humanos), duas fundações (Turismo e TV Educativa) e uma autarquia (Agência Reguladora de Águas e Saneamento Básico de Ponta Grossa - ARAS), mantendo pastas de menor relevância, como Governo e Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa (AFEPON). Os cargos em comissão que somente seriam recontratados a partir do mês que vem, estão aos poucos sendo preenchidos. Rangel manteve o tio Ricardo Linhares como secretário municipal de Administração, que irá incorporar os Recursos Humanos, e nomeou a esposa, Simone Kaminski de Oliveira, como secretária municipal de Assistência Social. A vice Elizabeth Schmidt (PSB) tem se revelado 'peça decorativa', figura constante nas colunas sociais. Não conseguiu emplacar a Assistência Social e não mostrou para o que veio. Tem como conselheiro político o seu filho mais novo, o 'mimado' Rodrigo Schmidt, que faz de tudo para participar do grupo mais próximo ao prefeito, mas que não consegue manter a boca fechada e, por esse motivo, é desprezado. As perspectivas são que o segundo mandato do prefeito Marcelo Rangel seja pior do que o primeiro.


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