11 de outubro de 2019

Ministros da Cultura discutem economia criativa e audiovisual

Divulgação

A reunião que acontece em Curitiba busca aproximar os países para criação de mecanismos de cooperação nestas áreas. Participam representantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A integração de ações nas áreas de economia criativa e audiovisual estão entre os temas discutidos na quarta Reunião dos Ministros da Cultura do BRICS, que acontece hoje, 11, em Curitiba. O secretário de Estado da Comunicação Social e Cultura, Hudson José, participou da abertura do encontro, no Museu Oscar Niemeyer.

O secretário afirmou que o Paraná tem interesse em investir na economia criativa para fomentar novos projetos e atividades culturais. “O Governo do Estado está trabalhando, para 2020, em uma série de ações que vai movimentar a economia criativa, que visa profissionalizar e estruturar as ações e promoções artísticas”, disse ele.

O secretário salientou que o evento consolida o Paraná como um polo importante de difusão cultural do Brasil. O encontro reúne o ministro da Cidadania, Osmar Terra; o diretor do Departamento de Museus e Relações Exteriores da Federação Russa, Vladislav Kononov; o ministro da Cultura da Índia, Prahlad Singh Patel; o vice-ministro da Cultura e Turismo da República Popular da China, Zhang Xu; e a vice-ministra de Esporte, Artes e Cultura da África do Sul, Nocawe Mafu.

Este ano, o Brasil está na presidência rotativa do bloco e tem a responsabilidade de conduzir reuniões e organizar eventos oficiais. O encontro acontece no Paraná por causa da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, que segue até março do ano que vem e conta com a participação de artistas dos países do bloco.

POTENCIAL – No encontro foi destacado que os cinco países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – têm potencial mercadológico e abrem uma gama de oportunidades para que setores da indústria criativa e do audiovisual encontrem novas parcerias e mercados para suas produções.

O ministro Osmar Terra ressaltou que a possibilidade de crescimento da economia criativa é grande e pode atingir uma participação maior no Produto Interno Bruto (PIB) desses países. “É uma área que vai muito além da cultura, ela movimenta a moda, artesanato e até o turismo. Os empregos que vão existir daqui a dez anos vão ter muito a ver com a economia criativa, as novas tecnologias e a inovação cultural”, disse.

MAIS CRESCE – Um dos setores que mais cresce no mundo, a economia criativa engloba diversas áreas, que abrangem e ultrapassam a produção de bens e serviços culturais. No Brasil, segundo dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o PIB Criativo representou 2,61% de toda a riqueza gerada em território nacional em 2017, o equivalente a R$ 171,5 bilhões. O setor gerou 837 mil postos de trabalho formais naquele ano.

COOPERAÇÃO – Por iniciativa brasileira, está sendo preparada uma carta de intenções para fortalecer a cooperação entre os países do BRICS no âmbito da economia criativa.

Além da troca de informações sobre eventos e estatísticas de atividades culturais, o instrumento visa facilitar a mobilidade intrabloco para profissionais do setor e aumentar a participação conjunta de seus representantes em mesas redondas, seminários e outros eventos sobre o tema.

De acordo com Osmar Terra, também está sendo estudado a criação de um canal para exibição de filmes produzidos no bloco, visando também abrir as portas desses países para as produções brasileiras. “É uma oportunidade muito boa de colaboração. Temos que explorar bem esse potencial porque isso se reverte em desenvolvimento econômico para o Brasil”, afirmou.

AGENDA CULTURAL – Conforme a tradição desta reunião, a agenda das autoridades inclui, além de encontros oficiais, uma série eventos para que possam conhecer de perto as riquezas culturais de cada país. A agenda cultural em Curitiba começou ontem, 10, com a apresentação de “O Segundo Sopro”, do Balé do Teatro Guaíra. Também conhecido como Balé das Águas, o espetáculo, que estreou em 1999, une os sentidos espirituais de elementos da natureza, como o vento, a água e as pedras, numa simbologia da própria existência.

Hoje, os ministros visitam a Bienal de Curitiba, com exposições dedicadas a artistas e a arte dos países do BRICS. A mostra também é parte da programação oficial da reunião. O tema desta edição, “Fronteiras em Aberto”, dá espaço para discussões sobre a cooperação e o estreitamento das relações entre as nações.

Para encerrar as atividades no espaço da Bienal, os ministros assistem a Orquestra à Base de Corda, que apresenta clássicos da música brasileira, como Carinhoso, de Pixinguinha, O Trenzinho Caipira, de Villa-Lobos, e composições contemporâneas de integrantes do grupo. (Com AEN)


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