17 de setembro de 2019

Jocelito reúne Aliel e Pauliki para debater a cidade e busca união da oposição para disputa em 2020

Divulgação

Aliança em 2020: Aliel diz que possui dúvidas e Pauliki pede apoio. O radialista Jocelito Canto mediou o primeiro debate entre os dois principais pré-candidatos a Prefeitura de Ponta Grossa, que apresentaram as suas ideias em diversas áreas e não pouparam críticas ao prefeito Marcelo Rangel.

Em um clima de debate eleitoral antecipado, o radialista Jocelito Canto, ex-prefeito e ex-deputado, reuniu em seu programa de rádio, O Repórter da Difusora FM, ontem pela manhã, 16, o deputado federal Aliel Machado (PSB) e o ex-deputado Márcio Pauliki (SD), ambos pré-candidatos a Prefeitura de Ponta Grossa no ano que vem, e adversários do prefeito Marcelo Rangel (PSDB), que busca um nome para sucedê-lo.

Jocelito iniciou o debate indo direto ao ponto, perguntando se é possível uma aliança entre os dois para a eleição de 2020. “É possível ter uma aliança quando o projeto da cidade se coloca à frente das disputas mesquinhas ou dos interesses individuais. Quero participar de um projeto político, sendo ou não candidato, que contemple a cidade, as necessidades do povo mais simples e estabeleça prioridades. Temos uma administração com grandes equívocos e também acertos. É preciso entender os acertos para dar continuidade naquilo que é bom e corrigir os equívocos”, defendeu Aliel, respondendo que para concretizar esse projeto é preciso construir um grupo político.

Pauliki respondeu esquivando-se da pergunta feita por Canto. “Não podemos neste momento definir candidatos. Ponta Grossa não precisa de um salvador da pátria, mas de um grande projeto. Eu vejo muito importante a alternância de poder. Temos um grupo há oito anos, que independente de erros ou acertos, acaba entrando em uma zona de conforto. Para a cidade, ter novas ideias, novos grupos, cabeças pensantes é extremamente importante”, acredita o ex-deputado.

Márcio Pauliki: “Uma Prefeitura endividada e sem obras estruturantes que a gente possa enxergar. Esse é um grande problema para a próxima gestão: pagar essas dívidas e achar recursos para poder fazer com que a cidade possa crescer de forma planejada”.

FINANÇAS DO MUNICÍPIO – Canto questionou os dois prefeituráveis sobre a situação financeira do Município. “A situação é grave. Uma coisa é o que a mídia fala e o prefeito propaga o melhor do mundo, e a outra é a prática. Uma falta de controle administrativo e de planejamento, porque isso implica no pagamento de juros, bloqueio e sequestro de valores nas contas do Município”, acredita Aliel, citando como exemplo o atraso do pagamento do Prêmio PMAQ aos servidores das Unidades Básicas Estratégia Saúde da Família e a condenação do Município ao pagamento de mais de R$ 30 milhões aos servidores da educação. O deputado se disse preocupado com relação aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), principalmente em relação à folha de pagamento dos servidores.

“Uma Prefeitura endividada e sem obras estruturantes que a gente possa enxergar. Efetivamente, o dinheiro que está sendo gasto na nossa cidade, não sei para onde está indo. Está indo só para custeio de mais de 300 cargos comissionados”, criticou Pauliki, lembrando que obras de moradia e da educação entregues na atual administração foram conquistadas pelo governo anterior, do prefeito Pedro Wosgrau Filho. O ex-deputado também ressaltou que não houve redução dos índices de desigualdade social. “Na saúde se gasta 25% e mesmo assim não temos algo tão importante que é um Centro de Especialidades”, afirmou Pauliki. “Esse é um grande problema para a próxima gestão: pagar essas dívidas e achar recursos para poder fazer com que a cidade possa crescer de forma planejada”, acredita.

Aliel Machado: “É um governo de muita mídia e que não prioriza o atendimento das pessoas que mais precisam”

AVALIAÇÃO DO GOVERNO RANGEL – Para Márcio Pauliki, o prefeito Marcelo Rangel “ficou deslumbrado no poder”. “E quando você fica deslumbrado no poder, acaba elitizando. Quando você não tem nenhuma experiência passada de gestão e senta na cadeira de prefeito, um bando de puxa-saco fica à volta, esquece da real situação da cidade”, considera o pré-candidato do SD, defendendo a geração de empregos, principalmente para os jovens.

“A crítica que eu tenho ao governo é na área da saúde das promessas não cumpridas. A Prefeitura precisa estabelecer prioridades e cuidar daquilo que é mais importante. Durante o período eleitoral, o prefeito prometeu uma UPA em Uvaranas, que atenderia uma região estratégica e importante da cidade, fala agora de uma UPA no centro, sendo que já existe o Pronto Atendimento ao lado do Pronto Socorro. É um governo de muita mídia e que não prioriza o atendimento das pessoas que mais precisam”, criticou Aliel, ressaltando que é preciso colocar para funcionar bem o que já existe. “Faço uma crítica muito grande à Prefeitura por tentar vender gato por lebre. A Prefeitura tenta passar a impressão para as pessoas através da mídia com propaganda de que vivemos em uma metrópole. Basta entrar em um bairro da cidade para perceber as dificuldades que as pessoas estão passando”, completou o deputado. Aliel destacou as ligações interbairros e a educação como um avanço da atual gestão, defendendo a redução de cargos em comissão para contratar mais professores e estruturar a área.

RENOVAÇÃO SANEPAR – O repórter Pisca Rodrigues questionou Aliel e Pauliki sobre a antecipação da renovação do contrato com a Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR), vigente até 2026. Aliel Machado se posicionou contra. “Como está se tratando de um contrato extremamente complexo e importante, precisa se trazer as exigências necessárias para um bom novo contrato e analisar o que foi cumprido do atual contrato. É um erro que o prefeito atual, em fim de mandato, renove o contrato”, afirmou o deputado, defendendo que o próximo prefeito realize a discussão do contrato com as entidades e a população.

Márcio Pauliki defendeu que antes de renovar, é preciso fazer um estudo da municipalização dos serviços, para que possa embasar a discussão da renovação com a Sanepar. “Tem que ter um contrato revisional a cada três anos”, acredita.

TRANSPORTE COLETIVO – Pauliki defendeu a implantação do Bilhete Único e a criação de um Fundo mantido com recursos dos empregadores para o transporte, o que segundo ele, reduziria a tarifa para R$ 1,00.

Aliel defendeu maior fiscalização, integração, modernização e reestruturação do sistema de transporte coletivo, com a mudança do Terminal Central e a implantação de um terminal na Santa Paula.

SAÚDE – Aliel questionou Pauliki sobre os problemas na área da saúde. “O futuro prefeito, no primeiro dia do seu governo, tem que bater à porta do governo do Estado e pedir para que faça o que é da sua obrigação, que é financiar a média complexidade de Ponta Grossa. É a única grande cidade do Paraná que paga pelo funcionamento do Pronto Socorro e do Hospital Criança, que é uma obrigação do Estado”, defendeu, afirmando que com isso haverá mais recursos do Município para investir na atenção básica.

Para Aliel, é preciso realizar maior investimento na saúde básica e a implantação do Centro Especialidades.

Ao concluir, Aliel e Pauliki prometeram realizar uma auditoria nas contas do Município caso eleito.


Aliança em 2020: Aliel diz que possui dúvidas e Pauliki pede apoio

Ao concluir, Jocelito insistiu na pergunta que abriu o debate, sobre a possibilidade de uma aliança entre os dois para a eleição municipal do ano que vem.

Aliel Machado disse que está em uma posição favorável politicamente como deputado federal, mas que se preocupa com a cidade e o sofrimento das pessoas mais humildes. Ele não descarta a aliança com Pauliki, mas acredita que é preciso que haja uma reconciliação entre os dois para isso aconteça. “Eu acho que eu e o Pauliki em certos pontos nos complementamos. Quero um projeto verdadeiro para a cidade. Acho que essa é uma discussão que vai acontecer ao longo dos próximos meses. Precisamos ter mais confiança um no outro para que isso possa acontecer. Tenho algumas dúvidas porque nós nos distanciamos após a eleição de 2014 quando nós dois nos elegemos. Mas acho que é possível a união pela cidade de Ponta Grossa”, disse Aliel, afirmando que a maior mágoa com Pauliki foi não ter recebido o seu apoio para prefeito nas últimas eleições.

Márcio Pauliki admitiu divergências políticas com Aliel, mas acredita que o deputado possui palavra para assumir um compromisso e honrá-lo. “Hoje pudemos perceber que as convergências com relação à Ponta Grossa são muito grandes. Acredito que eu aqui e o Aliel em Brasília podemos fazer um trabalho muito grande. Precisamos da força do Aliel lá. Se eu tivesse ganho para deputado, não estaria aqui falando que era candidato a prefeito”, alfinetou Pauliki, acreditando que representa um projeto de mudança ao atual governo. “Antes de definir um candidato, precisamos definir um plano para a cidade”, concluiu.

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