22 de outubro de 2020

Isabela Gobbo quer mandato em defesa das mulheres e luta contra a desigualdade

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Candidata a vereadora defende qualificação da Câmara. “Temos ideias para trazer emprego e renda, com investimentos para dar mais dignidade à população. Se tivéssemos pessoas mais comprometidas com as causas populares e com os mais humildes, a desigualdade social não seria tão grande em Ponta Grossa, que é uma das cidades mais desiguais do Paraná”, acredita Isabela.

Candidata à uma cadeira na Câmara Municipal de Ponta Grossa pelo PCdoB, a advogada Isabela Gobbo diz que a participação da mulher na política é fundamental, mas ressalta que é preciso estar comprometida com as causas das mulheres para reverter a cultura da falta de valorização pela mulher que é mãe, dona de casa, trabalha fora em vários empregos e não é reconhecida. “Esse é o diferencial das candidatas mulheres. Tem que respeitar nossas pautas e propostas voltadas para esse público que tanto tem sofrido com as questões da violência, da desigualdade salarial, entre outras”, defende.

A história de lutas e movimentos sociais de Isabela começou quando ela tinha apenas 17 anos e estava no ensino médio na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde foi presidente do Grêmio Estudantil Professor Rubens Furstemberg. Já cursando Direito na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) acompanhou o movimento secundarista da cidade que ocupou escolas, reivindicou contra a reforma do ensino médio e contra a Emenda Constitucional 95. “Ajudei a reconstruir o Diretório Central dos Estudantes, o DCE, no último ano da faculdade e continuei participando em defesa dos estudantes na pós-graduação e agora no doutorado. Essa representação faz parte da minha vida”, conta.

MULHERES – A luta pelas mulheres acontece também por meio da União Brasileira de Mulheres (UBM), entidade com mais de 30 anos, além de ocupar cadeiras no Conselho Municipal de Saúde e no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. “Aprendi nesses espaços e tenho como pauta questões envolvendo as mulheres e a saúde. No PCdoB, sigla pela qual disputa uma vaga na Câmara Municipal, Isabela integra a direção municipal do partido.

CENÁRIO POLÍTICO – Para Isabela, o atual cenário político, principalmente na área da educação e da ciência é péssimo, pautado por atos de um governo que financia ações contra instituições que as considera inimigas. “Pelos cortes em investimentos nas universidades federais e estaduais, intervenção na nomeação de reitores que venceram eleições. É um desrespeito à democracia. Um governo que considera universidades como espaço de balbúrdia e proliferação do comunismo, persegue professores, faz cortes absurdos na área da educação e ciência. Estamos vendo nessa pandemia a necessidade de investir em educação e ciência, mas estamos impedidos. Temos pesquisas sendo desenvolvidas sobre a Covid 19, mas não temos financiamento para isso. É extremamente cruel”, avalia.

COMPROMETIMENTO – A candidata avalia que é preciso se envolver no microespaço da cidade para exigir mudanças em outras instâncias. Destaca que deve ser um movimento em cadeia e coletivizado. Para ela, é preciso reivindicar melhorias em Ponta Grossa onde há um cenário de desemprego, sendo necessário tomar medidas para resolver o problema aqui, primeiramente. “Temos ideias para trazer emprego e renda, com investimentos para dar mais dignidade à população. Se tivéssemos pessoas mais comprometidas com as causas populares e com os mais humildes, a desigualdade social não seria tão grande em Ponta Grossa, que é uma das cidades mais desiguais do Paraná. Uma das nossas lutas será contra as desigualdades com projetos para reverter este cenário”, afirma.

ATUAÇÃO NA CÂMARA – Com experiência de quem já disputou uma vaga à Câmara Federal, Isabela quer, se conquistar uma cadeira na Câmara, viabilizar propostas para a gestão do mandato por meio de bons projetos de lei. A ideia é fazer um mandato coletivo, com a participação dos outros 20 candidatos do partido, formando um conselho para defender a bandeira de todos, além de incluir a participação da Universidade. “Mesmo sabendo que estaremos nadando contra a maré, tentaremos construir esta ideia, com um conselho gestor das pautas da Câmara, ouvindo os usuários do serviço público e também os servidores, que são grandes guerreiros e seguram as pontas em diversos setores da Prefeitura”, avalia.

A candidata também afirma que o trabalho dentro da Câmara pode ser ampliado por meio de um levantamento das políticas públicas, programas e leis que já estão aprovados e em prática, para evitar propor o que já existe, melhorando a eficácia das propostas.

SAÚDE PÚBLICA – A defesa da atenção primária na saúde e o fortalecimento e ampliação do programa Estratégia Saúde da Família nas Unidades Básicas de Saúde é outra bandeira da candidata, que alerta ainda para a necessidade de cuidar da saúde mental da população. “Nessa pandemia aumentou muito a fila para atendimento psicológico, vamos cobrar providências”, disse.

Melhorias para o funcionalismo público estão nas metas da candidata que defende um plano de carreira para os servidores da Prefeitura.

Para as mulheres, quer ampliar o serviço da Patrulha Maria da Penha e da Delegacia da Mulher para atender a demanda, fortalecer a Casa Corina Portugal que acolhe mulheres vítimas de violência e implantar a Procuradoria da Mulher, órgão especializado já instalado em outras instâncias. “Queremos mostrar a realidade das mulheres e fortalecer a rede de proteção a elas”, explica.

QUALIFICAÇÃO – Para o debate de temas como transporte público, contrato da Sanepar, Plano Diretor e plano de mobilidade, Isabela defende a qualificação dos vereadores. “Temos que aumentar número de profissionais técnicos que fazem os pareceres para os vereadores sobre os projetos para que sejam viáveis. Precisamos fortalecer a Câmara para que ela seja novamente um órgão respeitável. É necessário qualificar o serviço, porque muitas vezes, o eleitor vota em quem não conhece a cidade e não está preparado para enfrentar os desafios e que depois acaba votando conforme seus próprios interesses, prejudicando a população mais pobre”, finalizou. (Especial para o Blog do Johnny)


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