11 de fevereiro de 2019

Governo do Estado quer investir em biomassa para ampliar oferta de energia

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Modelo atenderá Oeste e Sudoeste do Paraná, regiões que são polo de produção de proteína animal e podem usar esse potencial para gerar energia limpa e renovável. Assunto foi discutido entre representantes da Copel, empresários e governo do Estado durante o Show Rural, em Cascavel.

O governo do Paraná quer estabelecer parcerias entre a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e grandes empresas para gerar energia a partir de biomassa. O assunto foi debatido no Show Rural, em Cascavel, durante reunião com o diretor-presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, empresários, prefeitos e o diretor executivo do programa Oeste Desenvolvimento, Danilo Vendrúsculo.

Entende-se que esse modelo de exploração da biomassa seria o ideal para atender as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. Essas localidades se transformaram no maior polo de produção de proteína animal do Brasil e podem aproveitar esse potencial para gerar energia limpa e renovável.

No encontro, foi enfatizado que todos os projetos de ampliação das empresas transformadoras de proteína vegetal em proteína animal têm a energia elétrica como um dos principais insumos. A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) entregou um documento com propostas para ampliar a geração e melhorar a rede de distribuição de energia elétrica no Estado.

De acordo com Ortigara, a região Oeste tem potencial para crescer 6% ano, só com os projetos das empresas transformadoras nas áreas de suínos, aves, leite e de peixes. “Estamos atrasados no tipo do aproveitamento racional da biomassa”, apontou o secretário.

CRESCIMENTO – Slaviero reconheceu a importância do tema e se comprometeu com um plano de estímulo à produção de biomassa que foi relatado durante o encontro.

Segundo ele, é fato que as regiões Oeste e Sudoeste do Estado crescem mais que a média do Paraná e do Brasil. “É um crescimento em alta tecnologia, com automação e uma energia de qualidade se torna pré-requisito para continuar crescendo”, afirmou o diretor-presidente da Copel.

Slaviero antecipou que, por determinação do governador Carlos Roberto Massa Ratinho Junior (PSD),  a Copel vai recuperar o atraso e fará os investimentos necessários, conforme autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A Copel não pode se dar ao luxo de perder grandes clientes”, disse ele.

POTENCIAL – De acordo com o engenheiro químico da Diretoria de Desenvolvimento de Negócios da Copel, Gustavo Ortigara, o Paraná dispõe de um potencial de 3.700 megawatts (MW) de potência só com a exploração de biomassa. Ele explicou que projetos de produção de energia elétrica renovável, com a destinação adequada de resíduos, podem ser executados a partir de parcerias entre a Companhia e as empresas da iniciativa privada.

Entre as fontes de biomassa prospectadas pela Copel, estão basicamente quatro segmentos: aproveitamento de resíduos do setor sucroenergético e de outras culturas que poderiam proporcionar geração de 1.500 MW; aproveitamento de biomassa florestal (potencial 1.000 MW); aproveitamento de biogás da agropecuária, agroindústria, de aterros sanitários (potencial para gerar mais 1.000 MW); aproveitamento de resíduos sólidos urbanos e industriais têm capacidade de geração de 200 MW de potência. (Com AEN)


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