22 de agosto de 2019

Estado inovador é o que induz o desenvolvimento, afirma Ratinho Junior

Divulgação

Ele participou junto com o governador de Santa Catarina, de fórum promovido pela Faciap para debater a gestão pública e a participação do setor privado na construção de estados melhores.

O Estado inovador é aquele que funciona como indutor do desenvolvimento e facilitador do ambiente de negócios, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) ontem, 21, durante o III Fórum de Gestão Pública, realizado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Ele participou de um debate com o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), e representantes das entidades empresariais dos dois Estados.

“O Estado tem que ser o timoneiro, aquele que dá o norte para o desenvolvimento. Atrapalhar o menos possível a vida de quem quer empreender é um grande negócio, porque o Poder Público de maneira geral cria muitas regras. Temos que criar um ecossistema que vença essa questão cultural. O Estado tem que ser menor e facilitar a vida de quem empreende porque esse empreendedor está gerando emprego, a grande solução para os nossos problemas”, afirmou Ratinho Junior.

O governador do Paraná também destacou que um Estado vocacionado para apresentar soluções para os problemas dos cidadãos deve estar aberto a conversar com o setor produtivo, buscar diferentes maneiras de responder demandas represadas. “Temos um grande desafio que é repensar a máquina pública. Ao longo das últimas décadas os Estados não tiveram a mesma dinâmica do desenvolvimento tecnológico que o meio privado, que soube absorver e colocar em prática. Por um período muito longo o gestor público foi professor de Deus, hoje precisa ser um ouvidor”, complementou.

Ele também destacou que inovação é parte do processo de buscar benefícios concretos para a população e citou como exemplos dos primeiros meses de gestão o programa Descomplica (que permite abertura de empresas de menor risco em apenas 24h), os aplicativos da Secretaria de Educação que permitem avaliações periódicas dos alunos e controle de frequência, o Paraná Serviços, que facilita a contratação de profissionais autônomos, e o Paraná Inteligência Artificial (PIÁ), plataforma-robô que orienta os cidadãos em mais de 380 serviços.

O governador ainda ressaltou que a inovação não pressupõe necessariamente o uso de tecnologia. “O desafio não é diferente da iniciativa privada: é preciso mudança de cultura. As pessoas resistem. Implementar novas metodologias pressupõe muito trabalho e uma equipe que tenha o mesmo propósito. E esse desafio precisa ser compartilhado com a sociedade civil organizada em um movimento para que o Estado seja mais ágil e nunca um entrave”, finalizou.

SINERGIA – O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, defendeu um plano de desestatização, em sinergia aos princípios da administração federal, e disse que o papel da iniciativa privada é executar aquilo que o Estado não tem realizado de maneira satisfatória. “Governar o Governo é o primeiro passo. Quando se governa o Governo, que quer dizer controlar a máquina pública longe de interesses pessoais, você libera ele para ser inovador. Governar é diminuir o sofrimento das pessoas e ser mais criativo naquilo que realmente é importante”, afirmou.

Moisés também citou exemplos recentes de inovações em Santa Catarina como a implementação de uma reforma administrativa, revisão de contratos e um decreto que pressupõe obrigatoriedade de pregão eletrônico para compras. Ele mencionou, ainda, o programa para cortar o uso de papel na administração direta, o lançamento de um aplicativo para compra de combustíveis, a formatação de um modelo de CNH Digital e uma agenda para estabelecer parcerias com a iniciativa privada para vender ativos imobiliários, centro de eventos e a gestão de parques e penitenciárias.

“O empresário já faz seu papel de gerar emprego e renda. Quando empreende ele melhora a vida das pessoas. O Estado tem que acompanhar com infraestrutura e acolher as demandas de saúde e educação. Nosso interesse é de empoderar o empresário e dar mais condições dele intervir naquilo que o Estado não opera bem”, reforçou o governador de Santa Catarina.

VIA DE MÃO DUPLA – A Faciap, segundo seu presidente, Marco Tadeu Barbosa, defende um Estado mínimo com maior participação da sociedade. Ele afirmou que o III Fórum de Gestão Pública foi pensado para que gestores públicos e a iniciativa possam dialogar em nível regional com intuito de pactuar para o desenvolvimento do País.

“A gente procura essa aproximação de uma forma muito clara e transparente para levar ao Poder Público a nossa expertise, e vice-versa. É fácil para a sociedade achar que as regras não podem ser mudadas, mas nosso papel é tão importante quanto o do gestor público para apontar aquilo que podemos melhorar enquanto sociedade”, complementou.

Jonny Zulauf, presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), complementou que o setor empresarial deve exercer seu protagonismo dentro dos limites constitucionais, mas com papel de liderança. “Nós queremos diminuir os encargos e as burocracias, objetos que também fazem parte do discurso dos representantes do Poder Público, mas se não formos presentes não vamos mexer com a cultura corporativista do Estado. E isso envolve o Ministério Público, Assembleias Legislativas, Tribunais de Conta, privilégios de alguns setores. Não basta só os governadores quererem. Nós também temos que fazer a nossa parte”, concluiu.

FÓRUM – O Fórum da Faciap acontece todos os anos para incentivar a participação dos empresários na construção de Estados melhores. Neste ano o simpósio teve como meta levar o diálogo com governantes de Estados que têm puxado a atração de investimentos e empregos com novos modelos de gestão. A Faciap representa 290 associações comerciais e um universo de mais de 50 mil empresas no Paraná. (Com AEN)


Compartilhe



Últimas notícias

Arquivo

21 de fevereiro de 2020

Promotoria de Telêmaco Borba ajuíza ação contra prefeito e dois servidores por irregularidades no uso da frota municipal

Divulgação

21 de fevereiro de 2020

Parque de Vila Velha tem horários especiais no feriado

Arquivo

21 de fevereiro de 2020

Marcelo Rangel defende ‘pressa’ na aprovação do “Tarifa Zero”

Arquivo

21 de fevereiro de 2020

Estado deve produzir 24,1 milhões de toneladas de grãos

Ver mais

Mais Lidas

Arquivo

11 de janeiro de 2017

Prefeitura quebrada, cidade abandonada e Rangel de malas prontas para cruzeiro no Caribe

14 de agosto de 2017

Suposto patrocínio da UEPG em aniversário do MST gera polêmica nas redes sociais

Arquivo

"RAMBO"

10 de fevereiro de 2017

“Vou fechar todos os buracos da cidade em seis meses ou não me chamo Márcio Ferreira”, impõe meta secretário

Divulgação

9 de setembro de 2019

Secretário Superman é socorrido após levar surra