8 de fevereiro de 2017

Em 20 anos, mortalidade infantil cai pela metade em PG

Arquivo

O levantamento foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde

Levantamento elaborado pela Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria Municipal de Saúde mostra que, em um período de 20 anos (entre 1996 e 2016), caiu praticamente pela metade o coeficiente de mortalidade infantil em Ponta Grossa. Segundo o documento, em 1996, o número de natimortos era de 20,7 por mil nascidos vivos; em 2016, caiu para 10,7/mil – um decréscimo de 48,3%. O estudo da Secretaria mediu o coeficiente de mortalidade infantil por mil nascidos vivos no Paraná e no Brasil entre 1996 e 2014, e em Ponta Grossa de 1996 a 2016. No município, ao longo de 20 anos, o coeficiente oscilou muito pouco, à exceção de 1999, quando saltou de 18,7/mil no ano anterior para 27,7/mil (aumento de 48,12%); em 2001, baixou para 22,8/mil (queda de 17,68% em relação a 1999). A maior queda foi registrada de 2010 para 2011, quando o coeficiente caiu de 15,8/mil para 8,34/mil (decréscimo de 47,21%). Nos anos seguintes até 2016, a oscilação foi muito pequena: 10,2/mil em 2012, 10,9/mil em 2014, 11,8/mil em 2014, 10,9/mil em 2015 e 10,7/mil em 2016. Em um período de 18 anos (de 1996 a 2014), a queda em âmbito municipal acompanhou de perto os índices tanto do estado quanto do País. No Paraná, o coeficiente caiu de 20,7/mil em 1996 para 11,2/mil em 2014 (queda de 45,89%). No Brasil, o número saiu do patamar de 25,4/mil, em 1996, para 12,9/mil (menos 49,21%) em 2014. COMPONENTES - Também foi aferido o coeficiente de mortalidade infantil segundo seus componentes (por mil nascidos vivos): "neonatal precoce", "neonatal tardio" e "pós-neonatal". O coeficiente do primeiro – "neonatal precoce" – saiu de um patamar de 9,72/mil, em 1996, para 5,51/mil em 2016 (queda de 43,31%). O coeficiente de "neonatal tardio" oscilou muito pouco ao longo de 20 anos: saiu do patamar de 2,64/mil em 1996 para 2,20/mil em 2016 (queda de 16,66%). Por fim, "pós-neonatal" oscilou de 8,40/mil em 1996 para 3,08/mil em 2016 (queda de 63,3%). ÓBITOS FETAIS E MORTALIDADE PERINATAL - Outro item avaliado no levantamento da Secretaria Municipal de Saúde foi o de índice de óbitos fetais, em Ponta Grossa, também entre 1996 e 2016. Em 20 anos, a queda foi significativa: o coeficiente saiu de um patamar de 114 óbitos fetais por mil nascidos vivos, em 1996, para 42/mil em 2016 (queda de 63,15%). Nesse mesmo período, a taxa de mortalidade perinatal por mil nascidos vivos também caiu pela metade: saiu do patamar de 27,9/mil em 1996 para 14,6/mil em 2016 (queda de 47,67%). No Paraná, em 18 anos, a queda foi um pouco menor: de 21,3/mil, em 1996, para 14,2/mil em 2014 (oscilação de 33,33%). No Brasil, no mesmo período, também houve queda: de 25,3/mil, em 1996, para 17,4/mil em 2014 (menos 31,22%). MORTALIDADE MATERNA - A Secretaria Municipal de Saúde também avaliou o índice de mortalidade materna por 100 mil nascidos vivos em Ponta Grossa entre 1996 e 2016, e no Paraná e no Brasil entre 1996 e 2014. A avaliação é de que, nas três esferas, a oscilação dos números foi bastante intensa ao longo dos respectivos períodos. No caso de Ponta Grossa, se forem considerados os números dos dois anos limítrofes (1996 e 2016), a queda não foi tão significativa: o coeficiente de mortalidade perinatal saiu do patamar de 32,9/100 mil, em 1996, para 22/100 mil em 2016 (queda de 33,13%). No entanto, ao se analisar os índices entre os anos do período estudado, as oscilações foram bruscas. De 32,9/100 mil, em 1996, subiu para estratosféricos 113/100 mil em 1997 (aumento de 243,46%). No ano seguinte (1998), no entanto, baixou, novamente, para um índice muito próximo – 33,2/100 mil (uma queda significativa de 70,61%). Em 1999, o coeficiente saltou para 95,1/100 mil (aumento de 186,44%). De 1999 para 2000, a oscilação foi bem menor: saiu de 95,1/100 mil para 84,5/100 mil (queda de 11,14%). Em 2001, o índice caiu para 55/100 mil (decréscimo de 34,91%). Em 2002, subiu para 91,9/100 mil (aumento de 67,09%). E, em 2003, caiu novamente para 38,7/100 mil (queda de 57,88%). De 2003 para 2004, o coeficiente praticamente dobrou – saltou para 74,7/100 mil (aumento de 93,02%). Em 2005, o coeficiente manteve-se estável, oscilando para 73,1/100 mil (queda de 2,14%), e, em 2006, caiu para 55,4/100 mil (decréscimo de 24,21%). Nos dois anos seguintes – 2007 e 2008 –, houve um leve aumento no coeficiente: em 2007, foi para 59,7/100 mil (mais 7,76%) e, em 2008, para 60,3/100 mil (mais 1%). Em 2009, o coeficiente saltou para 100/100 mil (aumento de 65,83%), baixando, novamente, em 2010, para um patamar parecido – 58,5/100 mil (queda de 41,5%). Os anos de 2011 e 2012 registraram dois dos coeficientes mais baixos do período avaliado. Em 2011, o índice caiu para 19,4/100 mil (queda de 66,83%). Em 2012, houve uma pequena oscilação para baixo – 19/100 mil (queda de 2,06%). Nos últimos quatro anos do período avaliado (2013, 2014, 2015 e 2016), o coeficiente sofreu oscilações bruscas. Em 2013, saltou para 77,2/100 mil (aumento de 306,31%). Em 2014, o índice caiu para 18,8/100 mil (decréscimo de 75,64%), o mais baixo do período avaliado. Em 2015, o coeficiente saltou para 55,8/100 mil (aumento de 196,8%). E, por fim, em 2016, o índice baixou para 22/100 mil (queda de 60,57%). Nas avaliações da razão da mortalidade materna no Paraná e no Brasil, em um período de 18 anos as oscilações não foram significativas. No caso do estado, o coeficiente caiu de 57,5/100 mil em 1996 para 41,2/100 mil em 2014 (queda de (28,34%). No País, no entanto, houve um aumento entre os dois anos limítrofes: aumentou de 51,6/100 mil, em 1996, para 58,3/100 mil em 2014 (acréscimo de 12,98%).

Secretaria baseou-se em dados do Ministério da Saúde

Para realizar o levantamento de todos os dados analisados – mortalidade infantil, mortalidade infantil segundo seus componentes (neonatal precoce, neonatal tardio e pós-neonatal), óbitos fetais e mortalidade materna –, a Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria Municipal de Saúde baseou-se no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Departamento de Análise de Situação em Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS/SCS/DASIS) sobre dados de 1996 a 2014 no Brasil, no Paraná e tendo como município de residência Ponta Grossa.

Já os dados do município entre 2014 e 2016 foram levantados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) da própria pasta. Os dados locais têm como data-limite o dia 30 de novembro de 2016. (Com assessoria)

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