Adesão à greve dos servidores municipais não chega a 8%

12/06/18

Divulgação

Controle do relógio ponto referente ao primeiro dia de paralisação dos servidores contabilizou ausência de 672 trabalhadores. Algumas escolas que tiveram redução de funcionários contaram com a ajuda de pais dos alunos para que fosse mantida a rotina dos estabelecimentos de ensino

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos, realizou controle de frequência do primeiro dia de paralisação dos servidores municipais. Conforme foi contabilizado através do registro no relógio ponto durante a segunda-feira, 11, 672 ausências foram totalizadas no funcionalismo público municipal, aproximadamente 8% de adesão. Além da paralisação, podem também estar inclusos nesse número servidores com ausência ou afastamento por questões médicas. Ainda sem números oficiais, a administração avalia que a adesão tenha sido menor hoje, cerca de 6%. A Prefeitura conta hoje com 8.287 trabalhadores ao total.

Dessa forma, a Prefeitura de Ponta Grossa conseguiu garantir o funcionamento e atendimento de 96% de sua estrutura, com a paralisação de apenas de uma pequena parcela de escolas e unidades de saúde. O restante dos serviços, como Praça de Atendimento, Mercado da Família, Agência do Trabalhador, Hospital Municipal, Hospital da Criança, UPA Santa Paula, AMTT, Prolar, Cultura e Assistência Social vem prestando atendimento e serviços normalmente.

Caso algum servidor que tenha aderido à paralisação, também tenha realizado o registro da frequência no relógio ponto, a ação pode se configurar como improbidade. Conforme o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sistema que rege a contratação dos servidores municipais em Ponta Grossa, o ato de improbidade constitui justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador.


Adesão ao movimento de greve cai nas escolas públicas municipais

Em virtude da greve de parte dos servidores públicos ponta-grossenses, algumas escolas municipais funcionaram de maneira parcial hoje. Porém, a adesão dos funcionários caiu do primeiro para o segundo dia do movimento. Nesta terça, 80% das unidades funcionaram normalmente, enquanto 20% funcionaram parcialmente. Ontem o número era de 70% contra 30%, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Educação.

Foram poucas as unidades em que não houve aula. Influenciados por boatos, alguns pais preferiram não enviar as crianças. Porém, todas permaneceram abertas e à disposição das famílias. Naquelas escolas em que houve redução de funcionários, as equipes de gestão reorganizaram as atividades e algumas também contaram com a ajuda de pais dos alunos para que fosse mantida a rotina dos estabelecimentos de ensino. Um exemplo foi na Escola Municipal Professor Paulo Grott, no Núcleo Monteiro Lobato, onde 210 de 240 crianças foram à aula. Quatro pais de alunos deram apoio na zeladoria, recepção dos alunos e até no preparo da merenda.

Na Paulo Grott houve até excesso de voluntários. “Vi que a diretora estava reorganizando os professores para a aula e que não teria pessoal para fazer a alimentação, então eu me ofereci para ajudar”, conta o microempreendedor individual Gerson Luís Pyl, enquanto secava e organizava as xicaras do café das crianças. “Tentamos deixar o mais normal possível para os alunos, porque nossos filhos estudam aqui. Nós sempre ajudamos a implantar projetos, como o de reciclagem, tudo para melhorar a escola”, comenta o pai, que também é membro do Conselho Escolar.

As mães Eunice Valéria de Souza e Luíza Staichak também foram voluntárias. Luíza aponta a importância do envolvimento das famílias no dia a dia da escola. “Se os pais ajudarem, será sempre muito melhor, a escola não ficará sobrecarregada”, comenta ela. Já o pai Alexandro Osman, que também se voluntariou, define: “ajudamos porque nossos filhos estudam aqui”.

Na Escola Municipal Professor Sebastião dos Santos e Silva, no Núcleo Santa Mônica, os professores estavam presentes. Porém, devido a boatos de que não haveria profissionais, a maioria dos pais não enviou os alunos. Assim, os professores realizaram hora-atividade e aproveitaram para antecipar a decoração para os festejos juninos, que serão realizados neste mês, conforme a diretora Dayane Zehnpfennig. “Aqui também recebemos pais que se prontificaram a apoiar caso fosse necessário, e conseguiríamos oferecer a alimentação. Pelo número pequeno de alunos, porém, alguns pais preferiram não deixar as crianças”, comenta ela. (Com assessoria)



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