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3/6/2010
Maria Isabel vai apoiar Plauto e Affonso Camargo
Plantão da Cidade
A primeira-dama, Maria Isabel Wosgrau, conta que refletiu bastante sobre o assunto e agradeceu a todos o apoio manifestado
Ela alegou razões pessoais e a continuidade dos trabalhos no comando do SOS para não participar da disputa em outubro

A primeira-dama e presidente do Serviço de Obras Sociais (SOS), Maria Isabel Wosgrau (PSDB), reuniu a Imprensa na tarde de ontem na sede da entidade, para dizer que não irá participar das eleições de outubro como candidata a deputada estadual, conforme cogitado. “Tenho que comunicar a minha decisão, porque começa criar problemas para outros candidatos”, disse a primeira-dama.
Isabel conta que refletiu bastante sobre o assunto e agradeceu a todos o apoio manifestado. “Criou-se uma expectativa e um compromisso destas pessoas. Mas foi preciso pensar bem, para não tomar nenhuma decisão precipitada. É preciso pensar em todas as possibilidades”, relata o momento que viveu.
“Fico feliz, se as pessoas estão pensando no meu nome como candidata é porque gostam do meu trabalho, acham que estou fazendo uma coisa boa para comunidade e querem me ver em outro lugar”, acredita Isabel, para em seguida anunciar a sua decisão: “Não serei candidata. Não me motivou e não senti no meu coração”.
Entre as razões que levaram a esta decisão, estão os projetos e programas do SOS. “Não é o momento de desistir deste trabalho para assumir outra responsabilidade que ainda não conheço bem. Quero continuar o meu trabalho pelas pessoas que precisam do SOS, atendendo a comunidade até o final da gestão do Pedro. Foi este compromisso assumido por nós nas últimas eleições”, justifica a primeira-dama.
Ela disse ainda que pesou em sua decisão o distanciamento da família, devido aos eventuais compromissos assumidos caso viesse a ganhar as eleições. “Sou muito ligada à minha família e tenho dificuldade de me afastar de casa”, afirmou.
A primeira-dama acredita que caso fosse candidata teria chances de vencer a eleição. “O momento é bom para uma candidatura de uma mulher”, considera.
Questionada sobre o seu apoio para as próximas eleições, afirmou com segurança: “Nós vamos estar com o Plauto com certeza e também com o Affonso Camargo”, ressaltando que a sua decisão foi tomada independente do apoio ao deputado Plauto Miró. “Tenho direito de ser candidata e de fazer a minha opção. Não foi por causa do Plauto. Eu não quero ser candidata”, reiterou, destacando a trajetória política entre o deputado e o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB).
“Só Deus sabe, vamos ver o que vem pela frente”, com estas palavras respondeu o questionamento de uma candidatura futura.

2/6/2010
Prefeitura vai manter contrato com a BLL,
de propriedade da família de Justus e Cury
Plantão da Cidade
A secretária municipal de Administração e Negócios Jurídicos, Adelângela Steudel, nega a existência de influência política na contratação da empresa
Secretária de Administração e Negócios Jurídicos atesta eficiência e segurança pelo serviço prestado pela empresa

Em entrevista ao _blog do JOHNNY hoje, a secretária municipal de Administração e Negócios Jurídicos, Adelângela Steudel, informou que a Prefeitura irá manter o contrato com a Bolsa de Licitações e Leilões (BLL). Ontem, o jornal Gazeta do Povo, denunciou que a empresa, de propriedade de dois filhos do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus (DEM), e de um irmão do primeiro-secretário da Casa, Alexandre Curi (PMDB), opera e, ao mesmo tempo, dá lances em pregões eletrônicos de 20 prefeituras do Paraná, entre elas a de Ponta Grossa, havendo movimentado R$ 40 milhões nos últimos dois anos. “É um contrato experimental, firmado há quatro meses”, conta a secretária.
Atualmente, além da BLL, a BBM (Bolsa Brasileira de Mercadorias), também organiza os pregões eletrônicos da Prefeitura. “Os dois sistemas estão sendo testados pelo Município, que não tem despesa alguma com a contratação dos serviços”, disse a secretária, informando desconhecer a cobrança de taxas das empresas vencedoras das licitações pela Bolsa, conforme denuncia a reportagem da Gazeta.
Adelângela elogia o sistema da BLL. “É uma excelente tecnologia, avançada, ágil e que proporciona maior segurança”, revelando que possui a preferência do Departamento de Compras da Prefeitura (DECOM). “O sistema atende as exigências do Tribunal de Contas, que obriga o Município a fornecer as informações online”, afirma.
A secretária nega a existência de influência política na contratação da empresa. “Os técnicos da BLL apresentaram ao DECOM o seu software e depois vieram realizar o treinamento do pessoal”, relata.
Questionada se a cobrança de taxas das empresas vencedoras das licitações pela Bolsa não onera os produtos, a secretária afirma que mesmo com a existência da corretagem, o preço sai mais baixo do que a implantação de um sistema próprio pelo Município. “Mesmo que o valor esteja embutido no produto, o preço sai mais barato do que desenvolvermos um software próprio, contratar servidores para operar, comprar equipamentos e fazer a manutenção”.
A secretária informa que os preços dos produtos são comparados entre as duas bolsas. “A opção é sempre pelo menor valor”, garante.
Através da modalidade de pregão eletrônico a Prefeitura adquire bens e serviços comuns, como por exemplo, material de expediente, consumo, limpeza, alimentos, entre outros. A Prefeitura de Ponta Grossa também utiliza a modalidade para o registro de preços, que permite a habilitação de fornecedores e respectivos preços, mas não obriga à aquisição ou contratação.
As taxas cobradas das empresas vencedoras das licitações pela BLL, segundo a reportagem do jornal Gazeta do Povo, variam de R$ 600, para produtos com preço superior a R$ 40 mil, e de 1,5% do montante negociado, caso o valor for menor que R$ 40 mil. Ainda segundo a Gazeta, a cobrança é fracionada: em muitas compras, os produtos são divididos em lotes e a taxa é cobrada em cada arremate.
No site da BLL (http://www.bll.org.br), no link notícias, é possível encontrar uma matéria com o título: “Ponta Grossa beneficia-se dos resultados do sistema BLL”. O texto, com data de 08 de maio de 2010, informa que “em quatro pregões eletrônicos foram obtidos mais de 35 milhões de economia aos cofres públicos. De acordo com as estatísticas dos pregões 48/10, 85/10, 98/10 e 153/10, a economia obtida pelo Município foi superior a 40%”.

Macro Região prossegue sem previsão de instalação
Arquivo do _blog do JOHNNY
Nomeado pelo governador Pessuti para o cargo de Coordenador das Regiões Administrativas de Ponta Grossa e Irati, Djalma de Almeida César informa que implantação da Macro Região depende de aprovação da Assembleia

Desde o último dia 10 de maio, Djalma de Almeida César foi nomeado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) para o cargo em comissão de Assessor da Governadoria, da Assessoria do Governador, ficando designado como Coordenador das Regiões Administrativas de Ponta Grossa e Irati, e subordinado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (SEDU). Quase um mês depois, em entrevista ao _blog do JOHNNY, Djalma informa que ainda não foram adotadas as primeiras medidas visando a implantação da Coordenadoria da Macro Região. “A Macro Região não existe. É necessário que o governador envie para a Assembleia um projeto de lei criando uma Secretaria Especial para Assuntos da Macro Região, com estrutura administrativa e funcional”, afirma o coordenador.
Segundo relata, o cargo ocupado atualmente é “transitório”, até que as devidas providências visando à criação da Secretaria sejam tomadas. Djalma informa que neste período está realizando um mapeamento da região, que abrangerá 18 municípios dos Campos Gerais e outros nove da região de Irati. Na próxima semana ele deverá estar se instalado junto ao escritório regional da SEDU. “Este cargo que estou ocupando atualmente é só para não ficar a pé na estrada sem sapato”, disse, informando que está aguardando as providências da Casa Civil para a criação da Secretaria.
Em sua última visita à Ponta Grossa, no final de abril, o governador prometeu que a Macro Região seria implantada até o final do mês passado, informando que o processo seria coordenado pela Procuradoria Geral do Estado. “Vamos transformar a região administrativa de Ponta Grossa e de Irati, na macrorregião dos Campos Gerais e da região Centro Sul. Queremos avançar na instituição futura da Região Metropolitana dos Campos Gerais”, afirmou Pessuti na ocasião.
A reportagem do _blog do JOHNNY fez contato com a assessoria de Comunicação do governo do Estado, mas não obteve nenhuma posição sobre o processo.

Arquivo do _blog do JOHNNY
No início do mês passado, quando o deputado estadual Jocelito Canto (PTB) anunciou o fim da sua carreira política, publicamos o seguinte comentário: Mais uma vez... Como de costume, para se manter na mídia, o deputado Jocelito Canto reinventa o seu mais famoso factóide: o encerramento da sua carreira política. Não é a primeira vez. E até ser derrotado nas urnas, não será a última. Desde que começou a acumular derrotas à Prefeitura de Ponta Grossa, Jocelito vem com essa conversa fiada, para algum tempo depois alegar: “vou sair candidato porque fui convocado pelo povo”. Conta outra deputado! Esta falácia sua estamos cansados de ouvir. Agora convenhamos, o seu objetivo foi alcançado: o factóide ganhou repercussão.
“MUITA PRESSÃO DO POVO, TÁ DIFÍCIL”
Dito e feito. Ontem, em seu blog na internet (http://jocelitocanto.zip.net), Jocelito publicou relatos, supostamente enviados pelos seus eleitores, pedindo para que ele permaneça na vida pública. “Muita pressão do povo, tá difícil”, escreveu o deputado. “Muita gente está muito triste, pois não admitem que eu não seja mais deputado. A pressão é grande, mais está servindo para eu entender que o povo gosta muito do meu trabalho”.
É OU NÃO É
Arquivo do _blog do JOHNNY
A primeira-dama Maria Isabel Wosgrau (PSDB) já tomou a decisão se irá concorrer ou não a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. O anúncio, segundo informou ontem o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), será feito de hoje até sexta-feira. Informações dão conta que a decisão será anunciada hoje, às 18 horas, em coletiva para a Imprensa, em local ainda não definido. Para concorrer, Maria Isabel precisa se descompatibilizar da presidência do Serviço de Obras Sociais (SOS) até o dia 3 de junho, três meses antes das eleições. Este é o entendimento de juristas ligados ao prefeito.
“MEU LAR”: 120 CASAS
Maria Isabel participa hoje da doação de mais quatro casas para famílias carentes, consideradas em situação de risco social, através do projeto “Meu Lar”, coordenado pelo SOS. O projeto é desenvolvido pelo SOS desde 2005 com o objetivo de resgatar a dignidade dessas famílias através da melhoria das condições de moradia. O “Meu Lar” é destinado para famílias cuja renda total não atinge o mínimo que permita sua inclusão nos programas de habitação do Município. Com a entrega dessas novas residências, o projeto atinge a marca de 120 moradias doadas.
MAIS MORADIAS
Ainda hoje, a Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) entrega, às 15h, mais 35 casas no Jardim das Cerejeiras. Com essas, já são 225 casas entregues no loteamento. De acordo com o presidente da Prolar, Herivelton Benjamim, o projeto conta com 310 moradias. A previsão é de que as 85 casas restantes sejam entregues até o final de agosto. O programa de moradia popular da Prefeitura Municipal, através da Prolar, é destinado a famílias com renda de até dois salários mínimos. Os mutuários terão seis anos para pagar a sua casa própria, em 72 prestações com valores que variam entre R$ 50 e R$ 70 mais seguro habitacional.
NÃO GOSTARAM
Arquivo do _blog do JOHNNY
O deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho e o vice-prefeito Rogério Sermann (ambos do DEM) não gostaram nem um pouco da informação publicada com exclusividade pelo _blog do JOHNNY, dando conta que o deputado federal Afonso Camargo Neto (PSDB), pediu ao prefeito Pedro Wosgrau para que a primeira-dama Maria Isabel, confirmasse a sua candidatura a Assembleia Legislativa. O pedido foi confirmado pelo próprio prefeito.
SOLTARAM OS “CACHORROS”
Arquivo do _blog do JOHNNY
Ao que se soube, Plauto e Sermann soltaram os “cachorros” em Afonso, que foi tirado do ar da Rádio Clube AM, onde uma vez por semana conversava sobre o seu trabalho na Capital Federal com Sermann. Questionado se estaria chateado com Afonso, Rogério confirma. “Houve uma divergência de opinião com relação às candidaturas”, disse, informando se tratar do pedido feito por Afonso à Wosgrau. “Política se faz com lealdade. E eu não vi lealdade do deputado comigo e o Plauto”, disparou Sermann.
APOIOS À PRÉ-CANDIDATURA
Arquivo do _blog do JOHNNY
O advogado Sérginho Zadorosny (PSB) está animado com a repercussão da sua pré-candidatura a deputado federal. Sérginho conta que a cada dia cresce o número de apoios de lideranças, entre elas, estariam o presidente local do PSB, Romualdo Camargo, o vereador Márcio Schirlo e o ex-vereador Francisco Baixinho Valentim Filho. Além do apoio das lideranças locais, Sérginho conta com lideranças em 18 municípios da região que integram o partido.
“SOU BETO, SOU PLAUTO, SOU SÉRGINHO”
Um encontro regional será promovido nos próximos dias para oficializar a sua pré-candidatura. O evento irá contar com a presença do presidente estadual do PSB, Severino Araújo. Na “onda” dos adesivos, espalha-se rapidamente pelos veículos da cidade os que levam a mensagem: “Sou Beto, sou Plauto, sou Sérginho”. O advogado, que preside o Rotary Club Ponta Grossa Vila Velha, conta com uma rede de amigos que apoia a sua pré-candidatura.
BREVES:
O deputado Plauto Miró não foi encontrado pela reportagem do _blog do JOHNNY para comentar o pedido deputado Afonso Camargo ao prefeito Pedro Wosgrau para que a primeira-dama Maria Isabel, confirmasse a sua candidatura a Assembleia Legislativa.
O pedido de Afonso é para fortalecer a sua base eleitoral em Ponta Grossa, que devido à entrada do ex-candidato a prefeito Sandro Alex (PPS) na disputa para a Câmara Federal, perdeu espaço.

Recebi este vídeo no meu e-mail ontem enviado pelo deputado Jocelito Canto. Assunto: Dep marcelo rangel PPS/pr e o maior aeroporto do mundo.. KD???? http://migre.me/KUk9

1º/6/2010
MERCADO MUNICIPAL
Divididos, vereadores aprovam
proposta original do Executivo
José Aldinan
Após intenso debate, que durou cerca de duas horas, os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo promover a encampação do Mercado Municipal – “Mercadão”, sem alterações

De um lado a defesa dos comerciantes instalados no “Mercadão” e a garantia de uma indenização justa e a permanência no prédio até o final do ano. Do outro, o questionamento sobre a legalidade das emendas

Após intenso debate, que durou cerca de duas horas, os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo promover a encampação do Mercado Municipal – “Mercadão”, sem alterações. Duas emendas, de autoria dos vereadores Valfredo Laco Dzázio (PRP) e Júlio Küller (PPS), alteravam o texto original e receberam pareceres contrários das Comissões de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF) e de Obras, Serviços Públicos, Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo (COSPAPICT).
O vereador Laco em sua emenda defendia que o Poder Executivo promovesse a encampação do “Mercadão” a partir de 1º de janeiro de 2011. E ainda, determinava o início do processo somente quando o Executivo tivesse 20% do valor das indenizações a serem pagas aos comerciantes instalados no local “em caixa”. Já a emenda do vereador Júlio Küller previa a permanência dos comerciantes no local até 1º de janeiro de 2011. “Sou contra os critérios adotados pelo Executivo para promover a encampação nos moldes da antiga Estação Rodoviária. A maioria dos concessionários da Rodoviária sentiu-se prejudicado, mas não recorreu na Justiça por falta de recursos financeiros para pagar a ação”, afirmou Laco, temendo que o mesmo ocorra com os comerciantes instalados no “Mercadão”.
Laco criticou ainda a falta de critérios da indenização que será paga aos comerciantes, não especificada na mensagem enviada pelo Executivo. “Não posso dar um cheque em branco ao Executivo”, disse, criticando a falta de informações por parte do Poder Executivo durante o tempo que o projeto tramitou na Câmara Municipal.
A vereadora Ana Maria de Holleben (PT) apontou que o projeto prevê em seu Artigo 2º “prévia indenização, conforme laudo de avaliação produzido por engenheiro do Poder Executivo”, mas o governo não dispõe dos recursos em caixa e nem dotação orçamentária para o cumprimento do disposto. “É uma incoerência”, criticou a petista, defendendo ainda a aprovação da emenda do vereador Júlio Küller. “É o mínimo de tempo para as pessoas recomeçarem as suas vidas”.
O vereador Edilson Fogaça (PTN) inúmeras vezes atestou que a aprovação das emendas era “ilegal do ponto de vista jurídico”. Ele disse que o Poder Executivo pode enviar para a Câmara Municipal mensagem prevendo os ajustes no orçamento para corrigir o problema da falta de dotação para realizar as indenizações. “O prefeito informou que os recursos virão do Paraná Cidade. Era um compromisso do ex-governador Requião, que já recebeu um aceno favorável do governador Pessuti”, relatou.
Sobre as emendas, Fogaça disse que o cumprimento pelo Poder Executivo é ato de improbidade administrativa. “Aprovado a encampação, os comerciantes somente podem fazer uso de bem público através de licitação”, afirmou, dando conta que pesquisa contratada por ele aponta que 91,37% dos entrevistados aprovam a encampação do “Mercadão”.
“Não se pode agradar a todos. Eu fico ao lado da maioria das pessoas que querem ver o ‘Mercadão’ reformado e servindo à população”, defendeu o vereador Valter de Souza – “Valtão” (DEM).
O vereador George Luiz de Oliveira (PMN) informou que o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) deu a sua palavra de que os comerciantes instalados no “Mercadão” não seriam retirados do local até o final do ano. “O prefeito não pode escrever, mas deu a sua palavra”, garantiu.
“Até quando vamos dizer amém a tudo o que diz o prefeito Pedro Wosgrau”, criticou o vereador Júlio Küller (PPS). “Não podemos aprovar que estas pessoas corram o risco de serem jogadas na rua da noite para o dia. A aprovação deste projeto é uma imposição do prefeito, que quer empurrar goela abaixo a encampação”, concluiu o pepessista.
O projeto foi aprovado por unanimidade entre os vereadores, enquanto os pareceres contrários às duas emendas foram aprovados por sete votos contra seis.

BAIXARIA NA CÂMARA MUNICIPAL
Presidente interino, Alessandro de Moraes
e vereador George de Oliveira batem-boca
Arquivo do _blog do JOHNNY
No final da sessão, os vereadores Alessandro de Moraes, presidente interino da Câmara Municipal, e George de Oliveira, deram “espetáculo”. Minutos após, os dois quase partiram para a agressão física

Ao final da discussão sobre o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo promover a encampação do Mercado Municipal – “Mercadão”, que durou cerca de duas horas, os vereadores Alessandro Lozza de Moraes (PSDB), presidente interino da Câmara Municipal, e George Luiz de Oliveira (PMN), promoveram uma cena que mais uma vez manchou a imagem do Legislativo Municipal, tornando o elevado nível dos debates mantidos pelos demais vereadores à cerca do projeto, ao nível da baixaria. Os dois “bateram boca”, enquanto os demais vereadores, perplexos, assistiam a gritaria travada entre os dois brigões.
Ao defender maior articulação da Mesa Executiva, antecipando o debate dos projetos polêmicos colocados na Ordem do Dia entre os vereadores, o que, em sua opinião, resultaria em uma discussão mais objetiva em plenário à cerca das matérias, George recebeu um “puxão de orelha” de Alessandro. George rebateu ainda a informação prestada por Alessandro de que o projeto está em discussão na Câmara Municipal há 90 dias. “Esta discussão se arrasta há mais de dois anos. É o mesmo projeto. Faltou comunicação da Mesa Executiva com os vereadores”, criticou George. Ao retomar a palavra, o presidente devolveu: “Desde sexta-feira a ordem do dia está à disposição dos vereadores, da Imprensa e dos munícipes através do site da Casa na internet. Este projeto foi protocolado pelo Poder Executivo na Câmara Municipal no dia três de março”, alegou Alessandro em alto tom de voz, dando início a baixaria.
“Não sou seu filho para o senhor me chamar à atenção. Sou vereador como Vossa Senhoria e os demais. Exijo respeito”, gritou George, sob a tentativa de Alessandro de dar prosseguimento aos trabalhos. “O senhor não tem respeito, aliás, o senhor não respeita ninguém”, acusou George, que pedia por uma questão de ordem, negada pelo presidente.
Na explicação pessoal, o vereador Valter de Souza – “Valtão” (DEM), se solidarizou com George, lamentando o “bate-boca”. “É triste a cena que aqui presenciamos. Um momento democrático e de debates. Peço ao vereador Alessandro, mais respeito, independente do cargo que ocupa. Este tipo de situação só denigre a imagem da Câmara Municipal”, lamentou o democrata.
O vereador Edilson Fogaça (PTN) cumprimentou o vereador Valfredo Laco Dzázio (PRP) pelo nível do debate mantido entre eles. “Mesmo defendendo uma posição diferente, em nenhum momento alteramos o nosso tom de voz”.
Ao final da sessão, George lamentou o episódio, fazendo novas acusações contra Alessandro. “Infelizmente vereador Alessandro, o senhor deixou o seu ego aflorar”. E justificou-se: “Eu sou homem e não admito que uma pessoa levante o tom de voz comigo”. George disse ainda estar decepcionado por Alessandro ter mostrado que “não veste a mesma camisa” do que ele. “Na eleição municipal o senhor já havia demonstrado isso, ao vestir a camisa do PPS”, criticou.
Alessandro, por sua vez, disse estar defendendo o cargo. “É um peso muito grande presidir a Câmara Municipal. Em alguns momentos é preciso cobrar que a ordem se restabeleça. E eu não vou ficar calado”, disse o presidente, lembrando outros episódios que mancharam a imagem da Câmara Municipal e tiveram como protagonista o vereador George. “As pessoas conhecem a sua história. Não é de hoje que age de forma errada”. Ao finalizar, prometeu continuar agindo com “atitudes enérgicas” para manter a ordem na Casa.
Após a sessão, Alessandro foi tirar satisfação com George. Os dois somente não partiram para a agressão física, em virtude da intervenção dos vereadores “Valtão” e Doutor Pascoal Adura (PMDB).

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