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27/08/09
Vereadores instalam Comissão contra Alysson
Acusado de manter em seu gabinete um servidor que trabalha em uma empresa privada e que não cumpre expediente na Câmara Municipal, Alysson disse que a Comissão irá provar a sua inocência
Os vereadores Ana Maria de Holleben (PT), Maurício Silva (PSB), Edilson Fogaça (PTN), Valter de Souza – “Valtão” (DEM) e George Luiz de Oliveira (PMN) formam a Comissão Processante instalada na Câmara Municipal ontem para investigar a denúncia contra o vereador Alysson Zampieri (PPS), protocolada na Câmara Municipal na última quarta-feira, dia 19. A denúncia é assinada pelo ex-candidato a vereador Aguinaldo Paz de Moura (PP), morador da Vila Isabel e dono de uma farmácia em Castro.
A instalação da Comissão foi aprovada por 13 votos. Somente o vereador Doutor Pascoal Adura (PMDB) votou contra. Alysson, acusado de manter em seu gabinete um servidor que trabalha em uma empresa de segurança privada e que não cumpre expediente na Câmara Municipal, se absteve da votação.
O pepessista voltou a reiterar que a denúncia não tinha embasamento e questionou o domicílio eleitoral do denunciante, cujo título eleitoral não foi informado na denúncia. Outra alegação feita por Alysson foi à de que o denunciante, conforme revelou com exclusividade na última terça-feira, 25, a reportagem do blog, declarou ter recebido os documentos anonimamente.
Alysson também reiterou que o ex-servidor Paulo Sérgio Rodrigues, Assessor de Acompanhamento Parlamentar, lotado junto ao seu gabinete, mantinha dois registros em sua carteira e cumpria horários diferenciados, o que é permitido pela legislação trabalhista. “Ele foi servidor da Prefeitura durante vinte anos e mantinha outro emprego e nunca ninguém questionou isso”, disse o vereador, concluindo a sua defesa.
Para o vereador Maurício Silva, a criação da Comissão é importante para que seja levantado o que aconteceu. Lembrou Silva que a denúncia é devidamente assinada com a documentação e o endereço do autor. “Se for uma denúncia falsa, encomendada, ele poderá ser responsabilizado civil e criminalmente”, disse o vereador, que não vê o acolhimento da denúncia como um pré-julgamento contra Alysson. “O senhor terá direito de defesa. Acho oportuno que esse caso seja passado a limpo”.
O pronunciamento de Silva foi apoiado pelos vereadores Pastor Moisés Farias (PTN) e Valtão. Lembrou Moisés que Alysson já foi absolvido recentemente na Justiça pela acusação de compra de votos, garantindo o seu mandato na Câmara Municipal. O vereador Doutor Pascoal associou a denúncia com o projeto de lei que proíbe o nepotismo, de autoria de Alysson, que tramita no Legislativo. O peemedebista também alertou que o recebimento da denúncia, recebida pelo denunciante de forma anônima, possa abrir um precedente para que novas denúncias sem embasamento possam ser protocoladas na Casa. “Pode virar rotina”, teme o vereador.
Ainda justificando o seu voto, Adura alegou que caberia ao Ministério Público a investigação sobre a denúncia. “Não sou homem para ficar jogando lixo debaixo do tapete. Cabe à Justiça definir o que é certo ou errado”, defendeu. Ao concluir, Doutor Pascoal lembrou-se do caso do desvio de recursos dos cofres da Câmara Municipal, que foi alvo de CPI. “Nunca vi os vereadores tão mobilizados. Nem no caso do desvio de R$ 2,3 milhões da Câmara Municipal”.

Em juízo – Após a sessão, durante entrevista à Imprensa, o vereador Alysson Zampieri (PPS) informou que irá pedir que o denunciante, Aguinaldo Paz de Moura (PP), apresente as acusações feitas contra ele na Justiça. “Estou tranqüilo. Vou provar a minha inocência e sair fortalecido deste episódio. Sempre conduzi o meu mandato de forma séria e honesta e as minhas posições aqui na Câmara Municipal incomodam muita gente”, disse o vereador, fazendo referência ao projeto que proíbe o nepotismo e o relatório final da CPI que investigou o desvio de recursos dos cofres da Câmara Municipal, que em suas conclusões, cobra a apuração da Corregedoria da Câmara Municipal pela responsabilidade administrativa do vereador Valfredo Laco Dzázio (PRP), ex-presidente da Câmara, sobre o caso.
Questionado pela jornalista Lúcia Dub da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) sobre como recebeu a denúncia que partiu de um ex-candidato a vereador ligado ao seu suplente, o ex-vereador Rogério Mioduski (PP), Alysson disse ser “no mínimo estranho”.
26/08/09 - DIÁRIO DOS CAMPOS
Ex-servidor da Câmara nega ter sido ‘fantasma’
Paulo Sérgio Rodrigues admite que tinha outro emprego, mas diz que compensava horas faltadas na Câmara. Vereadores decidem hoje se recebem denúncia contra Alysson Zampieri
Anderson Gonçalves

A Câmara Municipal vota na sessão de hoje a representação contra o vereador Alysson Zampieri (PPS), acusado de ter indicado para o Legislativo o ex-servidor Paulo Sérgio Rodrigues, o qual seria funcionário “fantasma”. Por conta da denúncia, pode ser criada uma comissão processante contra o parlamentar. Ontem, Rodrigues procurou a reportagem para se defender da acusação. Ele garantiu que trabalhava normalmente no Legislativo e acredita ter sido usado como “bode expiatório” por pessoas que querem prejudicar o pepessista.
A denúncia foi protocolada na semana passada pelo comerciante Aguinaldo Paz de Moura. No documento, ele aponta que Rodrigues foi nomeado em abril para o cargo de assessor de Acompanhamento Legislativo, lotado no gabinete de Zampieri. O servidor trabalhava na empresa Alerta Serviços de Vigilância Ltda., administrada pelo pai do vereador, Marcos Zampieri. Na representação são anexados documentos comprovando a participação de Rodrigues em processos licitatórios durante o horário de expediente no Legislativo.
À reportagem, Rodrigues classificou a denúncia como “absurda”. De acordo com ele, quando houve a nomeação, era de conhecimento da presidência que prestava serviços para a empresa Alerta. “Realmente, eu tinha outras atividades, como outros servidores da Câmara. Mas quando eu precisava viajar ou participar de licitações, fazia a compensação do horário. Até porque os cargos em comissão não têm expediente fixo”, argumenta.
Rodrigues também reafirma o que disse Zampieri na segunda-feira, de que não trabalhava exclusivamente para o pepessista. “Pela proximidade com o Alysson, trabalhava mais com ele. Mas se qualquer vereador me pedisse, eu prestaria ajuda, estava lá para isso”, garante. O ex-assessor, exonerado na sexta-feira por conta da denúncia, acredita que o projeto antinepotismo apresentado pelo pepessista motivou a representação. “Como esse projeto desagradou muitos, me usaram como bode expiatório para prejudicar o vereador”.
Em entrevista ao site “Blog do Johnny”, o denunciante Aguinaldo Moura diz ter recebido anonimamente os documentos que embasam a representação. Ele garante que não está perseguindo Zampieri e que não é “laranja” de ninguém. “Nenhum vereador me procurou”, garante. Para que a denúncia seja aceita, são necessários oito votos. Caso ela não seja recebida, Mainardes diz que vai instaurar uma sindicância para apurar o fato.
25/08/09
José Aldinan - Câmara Municipal
EXCLUSIVO: Reportagem do blog do JOHNNY ouve autor da denúncia. Em entrevista ao blog, a sua esposa revela amizade e reuniões freqüentes entre ele e os vereadores Laco e George e o ex-vereador Rogério Mioduski
Foi lida ontem pelo primeiro secretário da Mesa Executiva Municipal da Câmara Municipal, vereador Júlio Küller (PPS), a representação contra o vereador Alysson Zampieri (PPS), protocolada na Câmara Municipal na última quarta-feira, dia 19. A denúncia é assinada pelo ex-candidato a vereador Aguinaldo Paz de Moura (PP), morador da Vila Isabel e dono de uma farmácia em Castro, conforme apurou a reportagem.
Nela, o comerciante relata a nomeação desde o dia 2 de fevereiro de 2009, por indicação do vereador Alysson, do servidor Paulo Sérgio Rodrigues, Assessor de Acompanhamento Parlamentar, lotado junto ao seu gabinete (Ato 08/2009). E denuncia que o servidor não trabalha em seu gabinete, mas na empresa Alerta Serviços de Vigilância Ltda.
Para comprovar a denúncia, a representação é acompanhada de diversos documentos públicos, onde a empresa Alerta foi representada por Paulo Rodrigues, exercendo o cargo de Gerente de Licitações e Contratos. Rodrigues foi exonerado da Câmara Municipal na última sexta-feira, dia 21.
Moura acusa Alysson de ter praticado procedimento incompatível com o decoro parlamentar, devido à percepção de vantagem indevida (Artigo 14, parágrafo único, inciso I – Regimento Interno) e ato de improbidade administrativa (Artigo 34, inciso II – Lei Orgânica do Município).
Ao finalizar, requer uma investigação do ex-servidor Marco Antonio Popielets, nomeado para o cargo em comissão de Assessor de Triagem em 2 de março de 2009, que foi exonerado no dia 28 de abril, sem citar as razões.

Procedimento – Os vereadores analisam se acatam ou não a denúncia na sessão de amanhã. Para que seja acatada serão necessários no mínimo oito votos. Se for acatada, será instaurada uma Comissão Processante, composta por três membros, escolhidos por sorteio.
Alysson alega que servidor pertencia
à estrutura administrativa da Câmara
Em entrevista para a Imprensa, o vereador Alysson Zampieri disse estar surpreso com a denúncia. “Sempre conduzi os meus trabalhos de uma forma séria e honesta”, afirmou o vereador, informando que estará analisando a representação e adotando medidas judiciais para que os fatos denunciados sejam feitos na Justiça. “São várias informações sem fundamento que terão que ser comprovadas em juízo. É muito fácil chegar aqui e protocolar uma denúncia apenas para tentar denegrir a imagem do vereador”, defende-se Alysson.
O pepessista disse que somente na Justiça poderá comprovar a autoria da denúncia. “Aí sim, saberemos se ele é o denunciante ou se tem alguém por trás”, acredita o vereador, informando que não conhece o denunciante.
Alysson confirmou que o ex-servidor Paulo Rodrigues foi uma indicação sua para o cargo. “De acordo com a estrutura administrativa, ele pertence à Diretoria Geral Administrativa da Câmara Municipal. Portanto, ele está à disposição de todos os vereadores desta Casa. Ele não é assessor do meu gabinete. Por isso, não tenho conhecimento da sua carga horária”, alegou o vereador, dando conta que Paulo Rodrigues era registrado pela Câmara Municipal e pela empresa Alerta Serviços de Vigilância Ltda. “A CLT prevê isso, que o trabalhador tenha dois empregos”, justifica.
Alegou que o ato de nomeação estivesse errado ao designar o cargo para o seu gabinete, em razão de pertencer à Diretoria Geral Administrativa da Câmara Municipal. Ao constatar o erro, Alysson informou que solicitou para que fosse feita a correção.
Informou ainda que o ex-servidor Marco Antonio Popielets, nomeado para o cargo em comissão de Assessor de Triagem, também não pertencia ao seu gabinete. Ao finalizar, se disse tranqüilo e demonstrou confiança no arquivamento da denúncia.

Responsabilidade de Alysson – Em entrevista para a Imprensa, o presidente da Câmara Municipal, vereador Sebastião Mainardes Júnior (DEM), confirmou que o funcionário pertencia à estrutura da Casa, mas que estava à disposição de Alysson “para assessorá-lo na presidência de Comissões”.
Sobre a fiscalização do trabalho do servidor, Mainardes disse que caberia: “Ao chefe imediato. Neste caso, o vereador Alysson Zampieri”.
Ainda segundo informou Mainardes, a exoneração de Paulo Rodrigues foi uma decisão sua após o tomar conhecimento da denúncia.
EXCLUSIVO:
Moura é amigo de Laco, George
e Mioduski, revela a sua esposa
A reportagem do blog do Johnny esteve no endereço do autor da denúncia Agnaldo Paz de Moura, na Rua Sabaudia, número 927, na Vila Isabel. No local, onde já se encontrava a reportagem da TV Educativa local, fomos recebidos pela sua esposa, Sirlei. Ao blog e à Educativa Sirlei informou que Moura não estava em casa, mas na cidade de Castro, onde é proprietário de uma farmácia.
Questionada pelo blog se tinha conhecimento da denúncia, Sirlei respondeu: “Não sei. Eu na verdade não me envolvo nestas coisas de política”. Em seguida perguntamos para ela sobre o envolvimento político de Moura: “Ele se envolve”, confirmou. Ainda na entrevista, questionamos se o seu marido era filiado em algum partido e com quais lideranças políticas possui envolvimento. “Ele já se candidatou a vereador aqui na eleição retrasada. Ele tem contato político com bastante gente. É amigo do Mioduski, daquele Laco e do George. Ele conhece todo mundo. Ele conversa com todo esse povo aí, vive se reunindo. Direto”, revelou.
O ex-vereador Rogério Mioduski (PP) é o primeiro suplente de Alysson na Câmara Municipal. Enquanto os vereadores Valfredo Laco Dzázio (PRP) e George Luiz de Oliveira (PMN) são seus desafetos.
Moura alega que recebeu documentos anonimamente
Procurado pela reportagem do blog do Johnny, o denunciante Agnaldo Paz de Moura, retornou as ligações no final da noite. Questionado sobre a denúncia e a apuração dos fatos relatados, o comerciante respondeu: “Isso foi um anonimato. Recebi essa documentação de um número que não existe em Ponta Grossa, da Ronda, em um endereço que não existe. Levei à apreciação da Câmara para eles investigarem. Sou leigo, estou fazendo o meu papel de cidadão defendendo os interesses da cidade. Cabe à Câmara de Vereadores verificar a veracidade ou não dos fatos. É simplesmente uma investigação, onde ele [vereador Alysson] terá o direito de defesa”, alegou Moura, reiterando não ter sido o responsável pelo levantamento das informações e documentos contidos na representação: “Tenho até o envelope que eu recebi anonimamente”.
Moura negou se tratar de uma perseguição contra o vereador Alysson Zampieri (PPS) ou que esteja servindo como “laranja” de alguém ao apresentar a denúncia. “Eu apresentei os documentos. Contra qualquer um que fosse. Não tenho nada pessoal contra o vereador Alysson. Fosse contra qualquer vereador, o presidente da Câmara ou o prefeito, quem fosse, levaria para ser investigado. Sou um cidadão e estou dentro do meu direito. Estou preocupado com dinheiro público. Nenhum vereador me procurou. Está equivocado quem falar que estou agindo como laranja. Não tem nada de politicagem”, nega o denunciante.
O comerciante confirma a sua militância política. Ele foi candidato a vereador nas eleições de 2004 pelo PP (partido do ex-vereador Rogério Mioduski), quando fez 273 votos. “Sempre tive militância política. Fui candidato a vereador. Tenho contato com todos os vereadores. Tenho o telefone de todos na minha agenda. Fui presidente da Associação de Moradores”, relata Moura.
Ao contrário do que disse a sua esposa, Moura negou que se reúne com freqüência com os vereadores Laco Dzázio, George de Oliveira e o ex-vereador Rogério Mioduski. Questionado se a sua esposa teria mentido para a Imprensa, Moura respondeu: “Não estou falando isso”, permanecendo em cima do muro.
Ao concluir, Moura informou que caso seja convocado, confirmará a sua versão perante autoridade policial ou judicial. E disse não temer por sanções caso as denúncias não sejam comprovadas.
23/08/09

FOGAÇA: No início líder do governo.
Hoje dedicado às discussões técnicas

Fotos José Aldinan
EXCLUSIVO: Edílson Fogaça revela a sua estratégia para encerrar os trabalhos da CPI que investiga irregularidades no governo, o índice de aprovação do prefeito Wosgrau e as conversas sobre a filiação de uma liderança para ser candidato a deputado pelo PTN
Após ter assumido a defesa do governo no início do
mandato, o vereador Edílson Fogaça se dedica agora à
discussão técnica das matérias no Legislativo
Na última sexta-feira, dia 21, a reportagem do blog do JOHNNY entrevistou o vereador Edílson Fogaça (PTN), em seu escritório, na sede do Grupo Fogaça Almeida (GFA). O empresário, que foi eleito vereador pela primeira vez, falou sobre os seus primeiros meses de mandato, da sua estratégia para encerrar os trabalhos da CPI que investiga irregularidades no governo municipal, da imagem e a renovação da Câmara Municipal, o índice de aprovação do governo Wosgrau, as conversas sobre a filiação de uma liderança para ser candidato a deputado pelo PTN, entre outros assuntos.
Fogaça é pontagrossense e tem 38 anos. “Nasci e me criei no bairro da Palmeirinha”, conta o vereador. Em 1994 ele se formou em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na qual também fez cursos de especialização e mestrado – 1999 a 2001. Desde 1997 é professor do Departamento de Ciências Contábeis da UEPG.
Como empresário, atua na área de contabilidade, auditoria e consultoria, com ênfase em perícias judiciais e extrajudiciais de auditoria nos Estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Recentemente abriu uma empresa de Medicina Ocupacional – Serviço Especializado em Medicina do Trabalho (SEMETRA) –, que se consolida como a maior empresa do ramo nos Campos Gerais e a terceira maior do Estado. Também atua no ramo de importação e exportação de caminhões.
O sucesso empresarial ele credita às oportunidades e ao trabalho. “Não existe êxito financeiro sem sacrifícios”, acredita o empresário, que se dedica pessoalmente aos seus negócios.
O interesse pela política vem desde a faculdade. “Fui presidente do Centro Acadêmico de Ciências Contábeis e do Diretório Central dos Estudantes da UEPG (1993-94). Participei dos bastidores de diversas campanhas políticas, assessorando a organização financeira e a prestação de contas. Em 96 na campanha do Plauto. Em 2000 na campanha do Jocelito. Fui candidato a vereador pela primeira vez em 2004, quando fiquei como segundo suplente do partido. E fui eleito vereador nas últimas eleições municipais”, relata a sua trajetória política o vereador, lembrando conhecer o presidente estadual do PTN, José Elizeu Chociai, desde os tempos de faculdade.
No início do mandato, Fogaça disse que sentiu a falta de um líder na Câmara Municipal para encaminhar os projetos do Executivo, entre eles, o da reforma administrativa promovida pelo governo municipal, função que foi assumida por ele. “Percebi que os demais vereadores da bancada governista estavam inseguros em bater no peito e chamar a responsabilidade para defender os projetos do Executivo. Precisávamos organizar a base aliada. Então assumi esta responsabilidade. Os vereadores da base queriam evitar um embate direto com a oposição feita pelo vereador Doutor Pascoal. Eu achei que não tinha nada a ver isso e defendi os meus posicionamentos”, relatou a sua atuação em defesa do governo no início do mandato.
Passado alguns meses, Fogaça relata que surgiram outros vereadores que assumiram a função na Câmara Municipal. “O vereador Valtão está mais próximo do governo. O seu partido [DEM] possui seis secretarias. Isso facilita a tramitação e o acesso das informações, agilizando o processo. E o vereador Alessandro assumiu a posição de líder do PSDB na Câmara Municipal”, traça Fogaça as funções assumidas pelos vereadores Valter de Souza – “Valtão” e Alessandro Lozza de Moraes.
Com isso, Fogaça conta que pode se dedicar às questões técnicas das matérias em discussão na Câmara Municipal. “Tento viabilizar as discussões e os projetos de aspecto técnico. Como temos a maioria, não há mais a necessidade de um embate direto entre eu e o Pascoal, como foi no início”, considera o vereador.
Fogaça preside a Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização (CFOF), uma das mais importantes da Câmara Municipal. Segundo o vereador, a sua atuação como empresário do setor financeiro contribui para um desempenho maior na CFOF. “Tento levar as questões técnicas de forma mais clara aos demais vereadores”, relata o presidente da CFOF.
“O Legislativo é o local de debates. Quando uma dona de casa ou um empresário querem reclamar, eles vão lá e falam. Falem bem ou falem mal da Câmara Municipal, é lá que se respeita a democracia”
CPI encerrada – Segundo revelou o vereador Edílson Fogaça ao blog, relator da CPI que investiga irregularidades no governo municipal, os trabalhos da Comissão estão encerrados. Voto vencido no pedido de prorrogação do prazo dos trabalhos, feito pelo vereador Doutor Pascoal Adura (PMDB), Fogaça protocolou na semana passada o relatório final elaborado por ele, que conta com a assinatura de outros três membros da CPI, com a exceção de Pascoal.
Além de Adura, aprovaram a prorrogação de prazo os vereadores Valtão e Márcio Schirlo (PSB), que assinam o relatório junto com Fogaça e Alessandro. “Foi protocolado o relatório e uma ata que indica o documento como o oficial da CPI. A decisão foi da maioria [dos quatro vereadores]”, relatou o vereador, informando que caso o vereador Pascoal Adura, que preside a CPI, decida apresentar um relatório em separado, o documento será “um comentário que não retratará as conclusões finais da CPI”.

Espaço democrático – O vereador Edílson Fogaça disse que não vê a existência de um desgaste na imagem do Legislativo Municipal perante a população. Para ele, não há excessos e nem a troca de ofensas entre os demais integrantes do Parlamento Municipal. “O Legislativo é o local de debates. Quando uma dona de casa ou um empresário querem reclamar, como ocorreu nesta semana [semana passada], eles vão lá e falam. Falem bem ou falem mal da Câmara Municipal, é lá que se respeita a democracia. A vontade popular está representada diretamente. É utopia querer que só falem bem. Sempre terão divergências e embates de idéias. Acho isso importante, desde que não descambe para o lado pessoal”, considera o vereador.
Fogaça também destacou o processo de renovação ocorrido na Câmara Municipal nas últimas eleições. “Nas últimas eleições, a população desmontou um grupo que se mantinha no poder por vinte anos, o que era prejudicial para o Legislativo. Hoje há uma renovação de idéias na Câmara Municipal. Temos o vereador Alysson, com dezenove anos, por exemplo, manifestando as suas posições e promovendo discussões importantes como a exigência do cumprimento do horário dos médicos e o nepotismo. O vereador Schirlo como corregedor da Câmara Municipal cobrando a postura dos vereadores em plenário”, destacou Fogaça o que considera algo inédito na história da Câmara Municipal.
Wosgrau: 65% de aprovação, revela Fogaça
Sobre a ideia da sua candidatura a deputado federal, anunciada pelo PTN, Fogaça informa que ainda não tem uma decisão pessoal tomada
Ao blog, o vereador Edílson Fogaça disse manter uma relação de amizade, empresarial e política com o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB). “Presto serviços de contabilidade, consultoria e assessoria jurídica às empresas do prefeito. Como amigos conversamos sobre futebol, política e outros assuntos. Na política ele é o prefeito e eu sou vereador da sua base de apoio. Ele me consulta e trocamos idéias sobre os seus projetos para a cidade”, relata as relações mantidas com o prefeito.
Fogaça revelou o resultado de uma pesquisa interna realizada no início do mês que aponta a aprovação de 65% ao governo do prefeito Pedro Wosgrau. “É um dos maiores índices de aprovação do Wosgrau nos três mandatos”, atesta o vereador, que reconhece as dificuldades enfrentadas pelo governo, especialmente na área da Saúde. “Falta ética para a classe médica e dinheiro para investir na Saúde”, aponta como causa do problema na área.
Sobre a ideia da sua candidatura a deputado federal, anunciada pelo PTN, Fogaça informa que ainda não tem uma decisão pessoal tomada. “Eu estou analisando junto à minha equipe, amigos e familiares se o momento é favorável. Não quero me precipitar antecipando uma coisa que poderá acontecer naturalmente no futuro”, informa o vereador.
“Falta ética para a classe médica e dinheiro
para investir na Saúde”
Se decidir sair candidato à Câmara dos Deputados, Fogaça confirma a sua vontade de dobrar com a primeira-dama Maria Isabel Wosgrau (PSDB), que poderá ser candidata a deputada estadual. “Há um convite para a Maria Isabel vir para o PTN. A nossa dobradinha será discutida. Não há uma exigência”, contou Fogaça, revelando com exclusividade ao blog, que o PTN busca a filiação de uma liderança de expressão na cidade para ser candidato a deputado estadual ou federal. “É uma conversa nova e pode ser uma boa surpresa. Um nome muito forte”, anunciou Fogaça, sem revelar maiores detalhes.
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